Data de nascimento: 3 de Novembro de 1945

Nacionalidade: Alemão

Posição: Avançado

Período de atividade: 1963 a 1980

Clubes representados: TSV Nördlingen, Bayern Munique, Fort Lauderdale e Smith Brothers Lounge.

Principais títulos conquistados: Campeão Mundial em 1974; Campeão Europeu em 1972; 3 Taças dos Campeões Europeus (73/74, 74/75 e 75/76); 1 Taça das Taças (66/67); 1 Taça Intercontinental (76); 3 vezes campeão da Alemanha (68/69, 71/72 e 73/74); 4 Taças da Alemanha (65/66, 66/67, 68/69 e 70/71); 1 Bola de Ouro (70); 2 Botas de Ouro (69/70 e 71/72); Melhor marcador do Mundial de 70 (10 golos).

O Bombardeiro arrasou as balizas de todos os adversários da Seleção Alemã e do Bayern de Munique durante as décadas de 60 e 70. Verdadeiro «rato de área», Muller era um ponta-de-lança pequeno, possante e com raro sentido de oportunidade, o que ajudou muitas estrelas alemãs da altura a alcançarem os maiores títulos europeus e mundiais. Os números impressionam de tal forma que não admira que seja o jogador que mais golos acumulou em fases finais do campeonato do Mundo e na Bundesliga.

Nascido nos finais de 1945, quando a Alemanha atravessava a Segunda Guerra Mundial, aos 19 anos trocou a cidade natal e a equipa de Nördlingen pelo gigante Bayern de Munique, depois de ter sido descoberto por um dos olheiros do clube bávaro. À primeira vista não conseguiu convencer ninguém, principalmente o técnico Tschick Cajokovski, que ficou perturbadíssimo com os parcos 1,65 metros do avançado, uma estatura praticamente desconhecida para os padrões germânicos. Apesar de ser considerado pouco forte, assinou contrato e um ano depois já era titular.

Em 1967 alcança o primeiro triunfo internacional pelo Bayern, em Nuremberga, numa final da Taça das Taças com o Glasgow Rangers (1-0). Pelo clube de Munique marcou 365 golos em 427 jogos, levando os seus compatriotas a chamar-lhe bombardeiro. Conseguiu, ainda, ser o melhor marcador do campeonato alemão durante em seis temporadas, contribuindo para que os bávaros alcançassem três Taças dos Campeões Europeus em outros tantos anos (entre 74 e 76) e uma Taça Intercontinental.

Também na seleção a sua eficiência fez-se notar de modo espetacular, tendo-se tornado uma mais valia, que deliciava colegas, treinadores e adeptos. Estreou-se em jogos internacionais logo depois de ter vincado a sua titularidade no Bayern, precisamente no primeiro jogo que a Alemanha realizou após ter sido derrotada pela Inglaterra na final do Campeonato do Mundo de 1966.

Quatro anos depois, no México 70, ao lado do veterano Uwe Seeler, tornou-se o rei dos goleadores, marcando em todos os jogos, exceptuando o que serviu para definir o terceiro classificado, em que a Alemanha derrotou o Uruguai. Chegou ao «hat-trick» em duas ocasiões, com a Bulgária e o Peru, e regressou à Europa como o melhor marcador, tendo atingido a marca dos dez golos. O Campeonato seguinte foi realizado no seu país, mas não conseguiu ser tão produtivo, tendo apontado somente quatro golos.

No entanto, Muller foi suficientemente decisivo em 1974 para levar a Alemanha ao segundo título mundial. Nos quartos-de-final marcou o golo que derrotou a Polónia e na final, realizada na sua casa (Estádio Olímpico de Munique), voltou a marcar o tento decisivo. Neeskens e Breitner fizeram os dois primeiros através de grandes penalidades, mas o desempate saiu dos seus pés, naquele que foi o golo mais importante da carreira, com um remate à meia-volta que traduziu toda a subtileza do seu futebol oportunista, em contraste com a força pura da maior parte dos seus colegas de equipa. Com os 14 tentos nos Mundiais de 70 e 74 tornou-se o melhor marcador de sempre em fases finais.

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