O mundo do futebol está cheio de histórias insólitas. Marco Asensio, avançado do Real Madrid, aumentou nesta quarta-feira esta loooooonga lista.

Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo desta quarta-feira com os cipriotas do APOEL Nicósia, Zinedine Zidane explicou que o jovem futebolista não seria opção devido a um... furúnculo que o impedia de jogar com as meias subidas.

Nesta quarta-feira, a imprensa espanhola foi mais a fundo na história e avançou que a inflamação tinha sido causada por negligência no processo depilatório.

Um momento que, ainda que não agrade à afición merengue e muito menos ao jogador e equipa técnica, não deixa de motivar alguns sorrisos ou não fosse tão inusitado.

Em novembro de 2013, o Maisfutebol fez um apanhado de lesões contraídas de forma pouco, vá, convencional. Recorde algumas dessas e fique a conhecer outras.

Ria connosco porque os protagonistas não acharam piada nenhuma.

CHIC BRODIE – novembro de 1970. Uma longa carreira nos escalões secundários do futebol inglês que chegou ao fim por causa de um ataque de um cão num jogo entre o Brentford e o Colchester. O animal percorreu o campo de um lado ao outro sem que a partida fosse interrompida. Quando Chic Brodie, guarda-redes do Brentford recolhia um atraso, acabou por ser abalroado pelo cão. O choque despedaçou-lhe a cartilagem do joelho esquerdo, situação que o obrigou a terminar a carreira. «O cão podia ser pequeno mas era sólido», disse em declarações recuperadas pela FourFourTwo.

 

ALEX STEPNEY – 1975. Dono da baliza do Manchester United durante praticamente uma década – foi o guarda-redes da final de 1968 da Taça dos Campeões contra o Benfica – deslocou o maxilar num jogo contra o Birmingham enquanto gritava com os companheiros para que corrigissem o comportamento defensivo.

RIO FERDINAND – janeiro de 2001. O central alinhava no Leeds, clube de onde se transferiu pouco depois para o Manchester United. Nessa altura contraiu uma lesão invulgar cuja natureza foi partilhada sem problemas pelo treinador David O’Leary. «Nem sequer foi no treino, ele estava a ver televisão. Tinha o pé em cima de uma mesa e esticou o tendão atrás do joelho. Foi um acidente estranho», disse. Não foi grave.

SANTIAGO CAÑIZARES – maio de 2002. Titular da seleção espanhola, à frente do jovem Iker Casillas, o guarda-redes do Valência falhou o Mundial 2002 por causa de uma lesão num tendão do pé direito. A lesão foi contraída ao pisar um frasco de after-shave que se desfez em pedaços e penetrou pela carne. A partir desse momento, Casillas, agora no FC Porto, agarrou o lugar na «Roja» até o perder recentemente para David de Gea.

DARIUS VASSELL - 2003. Um curso de primeiros-socorros tinha-lhe dado jeito quanto tentou resolver à força um problema incomodativo causado por uma bolha de sangue pisado por baixo da unha do dedo grande de um pé. Como assim à força? O então avançado do Aston Villa recorreu a um berbequim para resolver o problema, mas arranjou outro: uma infeção curada, felizmente, em duas semanas.

FABIÁN ESPÍNDOLA - agosto de 2008. Momento embaraçoso e desnecessário em doses iguais. O avançado argentino celebrou com uma série de mortais um golo apontado ao serviço do Real Salt Lake contra os LA Galaxy de David Beckham. No final do rol de truques ficou para lamentar a fratura de uma perna. Bem, isso e o golo... que foi anulado por fora de jogo tirado a um companheiro de equipa. «Sinto-me embaraçado. Nunca mais vou fazer isto outra vez», disse. O momento custou-lhe alguns meses de paragem.

JÉRÔME BOATENG - agosto de 2010. O defesa, então com 21 anos, tinha acabado de chegar ao Manchester City. Muitas vezes, a adaptação a um novo clube não é tão fácil quanto isso. Ainda para mais, como foi o caso, quando ela é acompanhada por uma mudança de país. Mas o maior problema de Boateng foi outro. Numa viagem de regresso após um compromisso da seleção alemã foi lesionado dentro do avião por uma assistente de bordo que o atingiu em cheio no joelho com o carrinho de bebidas. O pior é que o jogador já estava lesionado naquele joelho e o episódio ainda agravou mais o problema físico.

ÉVER BANEGA - fevereiro de 2012. O médio argentino do Valência dirige-se até uma bomba de gasolina para abastecer o carro. No momento em que passava atrás da própria da viatura acabou por ser atropelado por ela. Fraturou a tíbia e o perónio, falhou o resto da época e só voltou a jogar em outubro desse ano. Um conselho tão básico quanto útil: puxe sempre o travão de mão.

KEVIN-PRINCE BOATENG - janeiro de 2012. O jogador ganês, que mais tarde viria a estar perto do Sporting no verão de 2015, jogava no Milan e lesionou-se num dérbi com o Inter. Uma lesão muscular, nada que justifique por si só a inclusão do momento num artigo destas características. Acontece que Boateng (irmão de Jérôme) colecionava lesões atrás de lesões e Melissa Satta, então namorada do futebolista, abriu o jogo. Explicou que o rol de problemas físicos se deviam à falta de repouso e ao excesso de... sexo. «Fazemos entre sete a dez vezes por semana.» Os dois continuam juntos e casaram no final de 2016. E as lesões continuam sem dar tréguas a Boateng.

NICOLAI MULLER - agosto de 2017. A frase cliché «do céu ao inferno» aplica-se aqui na perfeição. O jogador marcou o golo que deu a vitória ao Hamburgo sobre o Augsburgo na 1.ª jornada da Liga alemã. Celebrou o golo com uma pirueta junto à bandeirola de canto, caiu mal e acabou no hospital. Diagnóstico: rotura do ligamento cruzado anterior do joelho direito. Tempo de paragem previsto: sete meses.