Andrés Iniesta está há 21 anos no Barcelona e tem contrato vitalício com o clube catalão desde a semana passada. Por isso, o médio espanhol diz mesmo que a ligação ao Barça é como um casamento.
 
Falou-se muito da renovação, mas a mesma nunca esteve em causa também devido ao que o liga ao Barcelona: «O coração e um conjunto de coisas. Como já disse, estou muito agradecido ao clube por apostar em mim desta maneira. Não é fácil dar tanta confiança a alguém. Somos um casal, entre aspas, que demos tudo mutuamente e acho que isso não mudará.»
 
«O meu desejo é, evidentemente, que a ligação ao Barcelona se prolongue por muitos mais anos. É o que quero agora mesmo. Desconheço a forma como estarei daqui a uns meses, mas agora estou bem e espero continuar assim», disse ainda em entrevista ao Sport, admitindo não saber o que o «vitalício» poderá significar, mas tendo a certeza que quando não se sentir em condições arrumará as botas.
 
«Entendo que o vitalício leve a cem mil pensamentos, mas no dia de hoje o que manda é o presente. Daqui a uns meses as coisas podem mudar, num ano ou dois… O contrato prevê que se avalie o rendimento e o que possa significar enquanto jogador», disse.
 
«Estou eternamente agradecido ao Barça. Nunca me passaria pela cabeça enganá-lo, por questões de rendimento. Quando perceba que o André Iniesta, como pessoa e jogador, não está bem, não estarei mais aqui. Agora vou aproveitar o momento e continuar a ajudar a equipa para que consigamos muitos êxitos.»
 
Nesse sentido, Iniesta só pensa em continuar a jogar e não pensa no futuro: «Continuo a ser jogador e não penso no que possa ser daqui a uns anos. O futuro dirá. Neste momento não me vejo a fazer mais nada a não ser jogador. Depois, daqui para a frente, tentarei formar-me em tudo, em todas as áreas do futebol. Continuarei por aqui, mas a fazer o quê exatamente não sei.»
 
Na mesma ocasião, o internacional espanhol disse ainda que o Mundial da Rússia deverá ser o último em que participa: «Sou realista. Sou consciente do mundo, da idade e de tudo, mas veremos.»