«Do meu ponto de vista, devia haver mais cuidado com os estrangeiros que existem nas camadas jovens», defendeu João Pinto, que disse nunca ter escondido ser contra o recurso a jogadores naturalizados na Selecção, seja o Deco ou o Liedson, de quem tanto se fala actualmente.

«Independentemente do valor de todos aqueles que se possam naturalizar e jogar pela Selecção, não é o valor que está em causa. Não faz sentido estar contra a naturalização de Deco ou Pepe e estar a favor de Liedson. Não é que não sejam óptimos jogadores, obviamente têm valor para jogar na Selecção, mas, na minha opinião, não devíamos seguir esse caminho», reiterou.

O filho Tiago é internacional sub-21, João Pinto admitiu que «obviamente, gostava de o ver na Selecção A», mas considerou-se «suspeito» para argumentar a sua convocação. «Nem me fica bem. Sei que a Selecção tem pessoas competentes para ver os jogos do Tiago e de outros jovens, não me devo pronunciar sobre isso. Acredito no meu filho, mas o importante é que ele continue a jogar, no Trofense ou noutro clube qualquer, na primeira Liga e adquirir experiência.»

Sobre a competitividade no campeonato a dez jornadas do fim, o antigo jogador manifestou a sua satisfação. «Mantém a emoção até ao fim. Tenho visto jogos de qualidade, alguns nem por isso, mas é importante que se mantenha o equilíbrio para não voltar ao passado recente em que no último terço da prova já estava decidido quem era o campeão», concluiu.