Liedson, como se tivesse íman

Teve o momento alto do jogo quando fez a assistência para Derlei marcar o golo que valeu a vitória leonina. Mas Liedson foi bem mais do que isso. Lutador incansável, fartou-se de correr, receber bolas, combinar com os colegas. Só colocou Beto à prova uma vez, num cabeceamento, mas puxou a equipa para a frente como se tivesse íman.

Pereirinha, muito bem a construir, pior a finalizar

O extremo do Sporting foi a carga dos trabalhos para Angulo. Jogando colado à linha, em velocidade e à procura da linha de fundo, furou a defesa do Leixões e provocou várias jogadas de ataque. Sobretudo na primeira parte, o Sporting quase só atacou pela direita. Menos bem a finalizar, falhou uma excelente oportunidade aos 49 minutos.

Derlei, um golo que fez a diferença

Não teve um jogo fácil, embora o carácter quezilento da partida se adeqúe ao estilo de futebol de Derlei. Fartou-se de lutar, de dividir bolas, de correr, mas nada que tivesse valido verdadeiramente a pena. À excepção do golo, claro. Fugiu à marcação e rematou cruzado para o fundo da baliza. Um golo que fez a diferença e merece este destaque.

Daniel Carriço, por ali não passa nada

O central foi uma garantia de segurança na defesa, tanto na fase mais adiantada do Sporting quanto nas (poucas) alturas em que o Leixões carregou sobre o ataque. Muito concentrado, excelente no posicionamento, atento às movimentações, limpou o raio de acção no centro e recuperou várias bolas. Está feito um senhor central. Até na liderança.

João Moutinho, vá lá, um ou outro bom pormenor

O jogo foi de uma pobreza franciscana, é verdade, e o capitão não fugiu muito da toada geral: lutou mais do que propriamente jogou. Os únicos pormenores técnicos, porém, foram dele. Excelente, por exemplo, na segunda parte a fugir a Laranjeiro, a passar por Bruno China e a oferecer o golo a Pereirinha. Entre mais uma ou outra preciosidade.

Angulo, a expressão do desacerto do Leixões

Não é fácil encontrar um destaque no Leixões. A não ser pela negativa. Aí encontra-se Hugo Morais, por exemplo. Um pouco Laranjeiro. Mas sobretudo Angulo. O lateral foi a expressão da desinspiração da equipa. Colocou Derlei em jogo no golo, deixou fugir Pereirinha uma série de vezes e raramente cobriu como devia a esquerda da defesa.