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Aimar: «Não quero parar, adoro isto»

Jogador do Benfica fala do futuro e da paixão pelo jogo

Por Redacção2012-02-09 12:33h
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Pablo Aimar fala do prazer de jogar futebol e diz que quer continuar a fazê-lo e ainda nem pensa em parar. Aos 32 anos, o jogador do Benfica ainda fala com paixão, muita, sobre o jogo. Ideias e conselhos de «El Mago» reunidas numa entrevista à revista oficial da UEFA agora divulgada.

«O que há de melhor no futebol é o golo. E aquilo de que menos gosto é de perder», começa por dizer Aimar, antes de falar do futuro, ele que acaba contrato com o Benfica em Junho e ainda não viu a renovação oficializada.

«Não, não quero parar. Nunca disse que iria parar. Adoro isto. Adoro treinar, adoro o balneário, onde pode haver tipos que são super-estrelas, mas que não passam de tipos normais. No relvado, fazemos parte de uma equipa. E adoro isso. Um grupo de tipos porreiros numa equipa é fantástico», diz.

«No entanto, trata-se de um desporto de contacto e isso causa desgaste fisicamente. É duro estar sempre em grande forma e já passei por tempos difíceis. Contudo, nunca senti que havia chegado a minha hora. Sempre terei sonhos, alguns que nunca cumprirei. Podemos sempre dar conta daquilo que não resultou. Mas é muito melhor concentrarmo-nos naquilo que saiu bem», prossegue.

Aimar está na Luz há três anos e na Europa há 12. Depois de brilhar no River Plate mudou-se para o Valência. Ao voltar atrás, conta como foi difícil a adaptação ao futebol europeu, um traço comum a quase todos os sul-americanos, e explica porquê: «Pode parecer ridículo, mas a relva aparada, ligeiramente húmida, torna o jogo bem mais rápido. Por isso, há mais precisão na velocidade, mais tabelinhas. Ao início, foi difícil. Há muitas 'gambetas' (dribles) aqui, talvez não tantos 'sombreros' (fazer a bola passar sobre um adversário e recolhê-la do outro lado), mas a finta é mais rápida na Europa. Há bastante técnica, talvez um pouco menos sobre o relvado, mas é muito atractivo de jogar e de se ver.»

Ter-lhe-ão faltado mais troféus, mas a opinião de Aimar sobre esse assunto é serena. «Há momentos bons e outros não tão bons. Os jogadores que actuam sempre muito bem são escassos e surgem muito espaçadamente. Tive momentos baixos e, da mesma forma que me elevaram aos patamares de algumas estrelas, também disseram coisas más a meu respeito. Mas o importante é ser o melhor que podermos em qualquer momento. Não se deve dar muita importância aos elogios e às críticas», diz.

Nesse sentido, deixa um conselho aos mais novos: «Encorajaria as crianças a começarem a desfrutar de cada segundo e não esperarem até serem mais velhas ou a alcançarem mais feitos. Ser futebolista é uma profissão fantástica e cada segundo deve ser desfrutado. Nunca sabemos o que pode vir a acontecer, pelo que não adiem a diversão.»

A entrevista reserva ainda espaço à reacção de Aimar a dois elogios especiais. Primeiro o de Messi, já conhecido, que disse que quando tinha 13 ou 14 anos adorava ver o agora benfiquista jogar. «É o melhor jogador mundial e, provavelmente, da História e ouvi-lo elogiar o meu futebol é maravilhoso. A falsa modéstia é pior que a arrogância. Não se trata de nada a que aspirasse ou esperasse, mas é muito gratificante», diz agora Aimar.

Depois o elogio de Alex Ferguson, que esta época, antes de defrontar o Benfica, disse que Aimar era o único jogador que receava. «El Mago» agradece: «Fiquei orgulhoso quando Alex Ferguson me destacou. Um treinador com a sua experiência, há anos a trabalhar com os melhores¿ É um dos meus momentos mais orgulhosos como jogador.»

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