O Rio Ave conseguia assim facilmente chegar à área adversária, mas o pior era o resto. Esmael, talvez afetado pela ansiedade, mostrou-se desnorteado. Recebeu uma mão cheia de cruzamentos junto à baliza, e em boa posição. O destino acabou, invariavelmente, por ser o remate para cima, ao lado, ou simplesmente uma atrapalhação que nem dava remate nenhum.

O Steaua parecia pouco preocupado em fechar os espaços e continuava a permitir que o Rio Ave tivesse a bola. A estratégia de Constantin Galca era apostar todas as fichas no contra-ataque rápido, e compensou.

Aos 17 minutos, Rusescu, ex-jogador do Sp. Braga, que já tinha avisado que queria «vingança» pelas duas meias-finais perdidas na época passada [Taça de Portugal e Taça da Liga], aproveitou uma desatenção de Prince para saltar na área, após um cruzamento na esquerda, e bater Cássio.

O golo não mudou a toada do jogo. O Steua deu espaços e deixou jogar. O Rio Ave continuou a fazer um futebol mais atacante, mais bonito, e com várias oportunidades. Diego Lopes teve uma oportunidade soberana, ao receber um cruzamento da esquerda, mas o cabeceamento saiu ao lado. Depois Ukra a obrigar Arlauskis a uma grande defesa.

Mas quem viria a marcar seria o Steaua. Aos 44 minutos, Rusescu, num pontapé fortíssimo ainda longe da área do Rio Ave, atirou junto ao poste, sem hipóteses para Cássio.

No início da segunda parte, Del Valle, num golaço de remate à entrada da área, trouxe nova esperança ao Rio Ave, ao fazer o 2-1. Mas as falhas defensivas contuinuavam e Keseru, por pouco, não fez o 3-1 logo de seguida.

Pedro Martins mexeu depois na equipa e mudou todo o setor atacante, fazendo entrar Bressan, Boateng e Hassan. A equipa cresceu no ataque, procurou o golo até ao fim. Bressan, de livre, atirou juntinho ao poste. Nuno Lopes apareceu na área, para atirar à figura de Arlauskis. Mas o golo não apareceu mais.

O Rio Ave sai da Roménia com uma derrota completamente imerecida, mas pode apenas queixar-se da sua falta de eficácia.