«O que se passou ontem é lamentável. Já sentimos todos na pele a equipa ser injustiçada. A equipa estar bem e num jogo em que a priori as possibilidades de fazer um bom resultado e de repente tudo se transforma, não só no jogo, mas também nas perspetivas de apuramento, é altamente frustrante. As coisas ficam diferentes em relação às próximas jornadas. É lamentável, mas por muito que se queira fazer associações entre o patrocinador e o árbitro, isso não vai dar nada.

Foi José Couceiro que lançou João Mário na Liga, na temporada passada, no V. Setúbal, antes de se afirmar no Sporting. Agora o treinador do Estoril tem outro diamante para lapidar: Tozé, também internacional sub-21, provenientes do F.C. Porto. «São jogadores diferentes. Não sou eu que os faço. O João e o Tozé é que têm mérito. São coisas completamente diferentes, mas o grande mérito é dos jogadores. Não há nenhum treinador que consiga potenciar um jogador se ele não quiser», comentou.

Tozé tem vindo a adaptar-se às novas cores e, no último jogo, frente ao Varzim, para a Taça, marcou o seu primeiro golo com a camisola canarinha. «O Tozé não foi dos jogadores que teve mais dificuldades de adaptação. Vem de um clube com uma estrutura profissional e agora está num clube que também tem uma estrutura profissional. Penso que não teve qualquer tipo de adaptação. É uma pessoa inteligente, tem bom senso, equilíbrio e consegue perceber as diversas fases de um processo como este», explicou.

Ainda assim, o treinador considera que Tozé precisa de tempo. «Está a sentir dificuldades porque vem de um ritmo diferente, o que é normal. A equipa também não entrou muito bem na nova época e isso também não ajuda. É um jogador com capacidade. Espero cada vez mais dele, tem essa capacidade, é inteligente e percebe que as coisas não se fazem de um dia para o outro», destaco ainda.