«Queremos ganhar os dois jogos. Bem sei que no campeonato aqueles empates [Académica e Gil Vicente] penalizaram-nos muito, podíamos ter ganho, mas não vamos pensar nisso. Na quinta-feira não quero ninguém a pensar no Belenenses. Depois mudamos o chip, não vale a pena estar a fazer previsões, pode até haver lesões, não vale a pena estar a antecipar. Mesmo neste último jogo, o Tozé começou como ala porque não tínhamos ala. O Fernandinho lesionou-se aos 5 minutos, Balboa, Sebá e Kuca estavam com problemas físicos e, de repetente, dos quatro alas não tínhamos nenhum. Isso altera a nossa forma de jogar», referiu.

José Couceiro: «O melhor psicólogo para nós são as vitórias»

A verdade é que o Estoril vai fazer três jogos em menos de uma semana. «Os clubes grandes são beneficiados em relação a nós. Vamos jogar quinta-feira à noite e depois domingo à tarde. No mínimo têm mais 24 horas de recuperação em relação a nós. Estes horários penalizam-nos fortemente. Há uma grande contradição em relação à Champions. Mas não é isso que nos vai influenciar. O nosso foco também é o campeonato nacional, acima de tudo, mas não vamos descurar a Liga Europa. Demos um passo importante ao conseguir a primeira vitória e estes dois jogos com o Dínamo vão marcar claramente o nosso futuro na competição», destacou.

O treinador assume que o adversário desta quinta-feira é mais forte, mas considera que o Estoril pode vencer. «Em termos percentuais não vou dizer que é 50/50, mas é evidente que temos hipóteses. Temos as nossas hipóteses e sabemos que há momentos em que vamos estar por cima e outros que vamos ter de baixar o bloco. Agora entrar no jogo e não ter a ambição de o ganhar, então não vale a pena estar aqui. Temos noção que o adversário é forte, mas também temos jogadores com valor, com potencial, que nestes momentos poderão ser capazes de resolver o jogo nos momentos em que podemos estar por cima. É impossível estar por baixo o jogo todo e, nesses momentos, acredito que esta equipa é capaz de chegar ao golo. O nosso problema não tem sido marcar golos,tem sido outro», comentou.

Tozé: «Varzim marcou-nos, mas já faz parte do passado»

José Couceiro já treinou o Lokomotiv Moscovo e conhece o futebol russo, mas nada disso é decisivo para o treinador. «Esta é uma equipa que tem muitos jogadores que não são russos. Já se alterou de alguma forma em relação ao tempo em que trabalhei na Rússia. Quanto mais informação os nossos jogadores tiverem sobre o trabalho melhor. Não é que seja essencial, temos de nos preocupar mais connosco, mas é importante. Eles têm muitas opções, mas o último jogo que fez foi a 2 de outubro e vamos jogar a 23. Há aqui um intervalo muito grande que nos vai deixar muitas dúvidas. Houve quem tivesse saído lesionado nas seleções, mas que já estava na ficha do jogo que foi adiado. Não posso ter uma ideia muito precisa», contou

Muitas dúvidas quanto à equipa russa, menos dúvidas quanto ao onze do Estoril. «O Sebá não estará recuperado a cem por cento, mas estará em condições de ajudar a equipa. O Sebá e o Tozé vão ser titulares», revelou o treinador mesmo a fechar a conferência de imprensa.