Confira a FICHA DO JOGO

José Couceiro surpreendeu ao apostar em Rúben Fernandes no lado esquerdo da defesa, certamente com o intuito de dar mais centímetros à sua equipa, mas nada comparável com a impressionante estatura de Samba e Douglas, os centrais do Dínamo, dois verdadeiros armários que se faziam notar no relvado. À frente da defesa, o treinador manteve a confiança na dupla Diogo Amado e Anderson Esiti e, mais à frente, Sebá, Tozé e Kuca no apoio direto a Kléber. Uma estrutura, aliás, quase idêntica à da equipa russa que também tinha Ionov, Noboa e Valbuena no apoio a Kokorin.

O Dínamo, que contou com um forte apoio nas bancadas, procurou desde cedo assumir as rédeas do jogo, mas também foi cedo que teve de refrear as suas intenções, com o Estoril a oferecer boa réplica com saídas rápidas para o ataque. Os canarinhos não acusaram o desaire na Taça de Portugal, na Póvoa de Varzim, e entraram no jogo de cabeça erguida, com Kuca e Sebá a darem vida às alas. A primeira oportunidade evidente foi mesmo do Estoril, depois de uma iniciativa individual de Sebá a terminar com um remate enrolado de Kléber.

O Dínamo procurava dar mais intensidade ao jogo, mas não conseguia encontrar espaços junto à área de Vagner, com os canarinhos, bem organizados, a fechar bem todos os caminhos, com destaque para a ação de Diogo Amado, na zona frontal, não só a defender, mas sobretudo a sair para o ataque. A equipa de José Couceiro chegou mesmo ao intervalo por cima do jogo e voltou a ter uma oportunidade flagrante numa boa combinação entre Tozé e Kuca.

Golaço de Kokorin e desperdício de Kléber

Não era preciso mexer, era preciso dar continuidade ao que se estava a fazer, se possível com um pouco mais de intensidade. E assim foi, o Estoril voltou a entrar por cima, com Kuca a explorar o lado esquerdo, mas, quando nada o fazia prever, o Dínamo chegou à vantagem com um grande golo de Kokorin. Um remate de fora da área, colocadíssimo, a levar a bola ao poste antes de entrar, sem hipóteses para Vagner. O António Coimbra da Mota caiu num silêncio profundo, mas o Estoril procurou reagir em campo, subindo as suas linhas, arriscando um pouco mais e obrigando o Dínamo a recuar em bloco.

Num rápido contra-ataque, com Kuca, Sebá e Kléber, o avançado cruzou da direita e levou Douglas a cortar com o braço. Grande penalidade para o Estoril que Kléber não conseguiu transformar no empate, atirando colocado, mas sem força suficiente para bater Gabulov. Foi definitivamente o momento do jogo. Uma segundo balde de água fria para as bancadas que estavam de novo em festa. Uma segunda desilusão que, desta vez, bateu mais fundo na equipa que, por momentos, perdeu a boa organização que até aqui vinha evidenciando. A complicar tudo, o Dínamo voltou a marcar, com o antigo jogador de Mourinho, Zhirkov, a antecipar-se à defesa, depois de cruzamento de Noboa, para voltar a bater Vagner.

Confira os destaques do jogo

José Couceiro ainda procurou levantar a equipa, refrescando o ataque, mas sofreu mais uma contrariedade, com Kléber a sair lesionado, depois de um choque com o impressionante Samba. Entraram Arthuro, Cabrera e Ricardo Vaz, mas o jogo estava agora partido. O Estoril votlou a ameaçar o golo, mas o Dínamo também atirou mais uma bola à trave. A última palavra foi mesmo dos canarinhos, no último lance do jogo, com um grande golo de Yohan Tavares, com um remate à meia volta, mas de pouco serviu, em termos pontuais, aos canarinhos que fizeram por merecer mais. Mas nada está ainda perdido, até porque PSV e Panathinaikos empataram (1-1) e no final do mês há novo jogo com o Dínamo, agora em Moscovo.