A figura: Jovane Cabral

Não foi só por ele, mas também. Alvalade entusiasmou-se com Jovane Cabral e só isso alterou todo o ambiente. Jovane trouxe velocidade ao jogo e catapultou o leão para o ataque final. Ora, quando desbloqueou o marcador aos 88 minutos, tirou a camisola e Alvalade tirou-a com ele, numa explosão de alegria e alívio.

O momento: minuto 88

Caio Secco defendia tudo, até o que parecia golo certo. Alvalade estava pelos cabelos com o guarda-redes e esperava que alguém acabasse com o desespero. Camisola 77 e  Jovane nas costas. Eis a identidade do herói leonino nesta noite, com um golo que vale três pontos e deixa a equipa respirar na pausa internacional.

Outros destaques

Caio Secco

O trabalho não foi contínuo, porque o perigo não foi constante. Ainda assim, o guarda-redes do Feirense contou com várias intervenções para evitar o golo leonino. Aliás, ao primeiro minuto de jogo já o negava a Acuña; depois, errou aos 11 quando largou uma bola e só voltou a ter ação meia hora depois. Ou seja, aos 41 minutos, com duas intervenções fundamentais para manter o 0-0. Isso mudou com as alterações provocadas por Peseiro. O Sporting atirou-se à baliza fogaceira e Caio Secco elevou a nota. Defendeu tudo. De fora, de longe, de perto. Até àquele tal minuto 88, fatal.

Edinho

Podia ter sido extremamente feliz aos 16 minutos. Teve a fé dos goleadores para bater um livre bem longe da baliza, encheu o peito e o pé direito para um tiro que levou a bola à trave de Salin. Bastante lutador, perdeu mais vezes os duelos para os centrais do que venceu, mas, sobretudo, perdeu aquela oportunidade na compensação da primeira parte. No segundo tempo, duas ocasiões para fazer o golo, falhou ambas. Quando um ponta de lança falha assim sabe que a noite é negativa.

Montero

Há quem ainda não esteja habituado ao futebol de Montero de início em Alvalade. Acuña é provavelmente o caso mais flagrante quando insiste em cruzar para a área. Ainda assim, o colombiano foi o leão que teve sempre a mente no golo. É verdade que não teve muitas ocasiões, mas quando pôde receber em condições mínimas, tentou ser feliz. De resto, soube combinar com os companheiros e abrir espaços, com passes bem medidos. Está aqui porque foi o melhor quando o Sporting foi pior e, quando tudo se mudou, Peseiro tirou-o porque era necessário outro tipo de jogador.