A FIGURA: Bruno Fernandes

Radar sempre ligado do cérebro do futebol leonino. Quando a bola chega aos pés dele e tem tempo de se virar de frente para o jogo, o destino é quase sempre uma jogada e perigo iminente. Assistiu, de cabeça, Bas Dost para o 1-0 e rasgou a defesa pacense com um passe fantástico para Gelson no lance do segundo dos leões.

O MOMENTO: Bryan Ruiz serena Alvalade, minuto 66

Depois de ter sobrevivido a uma sequência e tentativas dos jogadores do Sporting aos 52 minutos, o Paços parecia acalmar e estar ligeiramente por cima da partida. O 1-0 permitia à equipa de João Henriques acreditar, mas os homens de Jorge Jesus colocaram um ponto final na crença alheia aos 66 minutos num bom desenho ofensivo concluído por Bryan Ruiz.

OUTROS DESTAQUES

Bas Dost: em campo, o goleador holandês arranja quase sempre solução para qualquer crise. Quando a bola lhe chega em condições, por terra ou pelo ar, raramente desperdiça duas vezes uma oportunidade. Neste domingo, depois de ter atirado de cabeça à figura de Mário Felgueiras na sequência de um canto, abriu o ativo aos 20 minutos. Assinou o golo 67 ao serviço do Sporting e igualou os números de Mário Jardel, figura central do último título nacional dos leões, em 2001/02.

Wendel: até este domingo só tinha sido utilizado por Jorge Jesus em duas ocasiões e para «queimar tempo». Surgiu no onze face à ausência de William e teve alguns apontamentos positivos. Ativo nas ações ofensivas, vestindo o fato de «box to box», pediu a bola vezes sem conta e nota-se que a trata bem, distribuindo quase sempre com qualidade. Estreia promissora mas ainda com muito por onde crescer: precisa de ser mais lesto na libertação do esférico, sob pena de o perder em zonas nevrálgicas do terreno.

Battaglia: um dos melhores da noite. Irrepreensível no plano defensivo, ajudou ainda a equipa de Jorge Jesus a condicionar quase sempre a saída do Paços com qualidade. Esteve perto de marcar aos 53 minutos, num raide do Sporting que acabou por não ser bem-sucedido.

Pedrinho: competente quando a bola passou por ele na construção ofensiva da equipa pacense, mas raramente teve espaço necessário para provocar desequilíbrios.

Miguel Vieira: mais seguro do que Rui Correia, ganhou várias divididas com homens do Sporting. Muito competente na leitura da maioria dos lances.