A FIGURA: Tiago Caeiro. Entrar para resolver

É um dos jogadores mais acarinhados do Belenenses. Percebeu-se isso quando Domingos o chamou para entrar em campo. Não precisou de muito tempo para retribuir os aplausos. Na primeira ação em campo fez o 1-0 e voltou a ser importante no lance do 2-0, da autoria de André Sousa.

O MOMENTO: golo de Tiago Caeiro, minuto 73

Lançado instantes antes, o avançado do Belenenses mal precisou de aquecer os motores para deixar marca no encontro. A forma como ganha posição a Halliche no lance e como, depois, bate Moreira com frieza notável é reveladora da qualidade do avançado do Belenenses, que deu à equipa de Domingos Paciência o segundo triunfo da época.

OUTROS DESTAQUES

Diogo Viana: foi muito solicitado quando o Belenenses tentava lançar ataques rápidos. Veloz e dotado de um pé direito acima da média, esteve em praticamente todos os lances de perigo criados pela equipa de Domingos Paciência, sobretudo na primeira parte. Os dois remates à barra – de Gonçalo Silva e Maurides – nascem de bolas paradas batidas por ele. Esteve perto do golo a 20 minutos no 90’ na marcação de um livre.

Tandjogora: elemento precioso para, juntamente com Bouba Saré, trancar à chave o meio-campo dos azuis do Restelo. Enorme disponibilidade física, ainda que algo desacertado nas (poucas) ações ofensivas.

Muriel: teve algumas ações pouco seguras, mas não falhou nos lances mais difíceis. Um par de excelentes intervenções que mantiveram a baliza dos azuis a zeros.

Allano: foi o elemento sacrificado após a saída de Abner por lesão. Deslocado para a posição de lateral esquerdo, não estava na praia dele, mas nem por isso deixou de criar desequilíbrios e envolver-se na produção ofensiva da equipa, com algumas subidas interessantes pelo corredor. Foi expulso com duplo amarelo a pouco mais de dez minutos do fim e dificultou a tarefa dos estorilistas, que já estavam em inferioridade numérica.

Kléber: tentou, tentou e tentou, mas só chegou ao golo já em período de compensação. Apesar de isolado muitas vezes no eixo do ataque, ganhou várias disputas de bola no ar aos centrais do Belenenses e esteve perto de bater Muriel pouco depois da equipa da casa ter inaugurado o marcador.

Eduardo: é, a par de Lucas Evangelista, o pensador do futebol da equipa de Pedro Emanuel. Mais recuado do que o parceiro do lado no processo de construção, foi paciente na busca de espaços entre o povoado setor defensivo da equipa da casa. Excelente pé esquerdo, mas isso já não é propriamente notícia.