A FIGURA: Marega

Diz-se e escreve-se há muito que há um FC Porto com Marega e outro (muito diferente) sem ele. Quem assistiu ao jogo constatou que o jogador maliano foi claramente o homem do jogo. Pujança física, rapidez, simplicidade no critério e, sobretudo, mortífero na hora de definir. O FC Porto esteve muito forte num estádio em que não ganhava há seis temporadas. Mas o maliano foi sempre o elemento que mais desequilíbrios causou. Falhou alguns lances ao longo do jogo, mas não perdoou no momento capital.

O MOMENTO: expulsão de Amir. MINUTO 40

Com a partida equilibrada, embora com sinal mais para o FC Porto, Amir saiu da sua baliza e à entrada da grande área derrubou Soares. Carlos Xistra não teve dúvidas quando à falta e expulsou o guarda-redes iraniano, exibindo-lhe o vermelho direto. Com menos um elemento em campo, a partir daí só com muito esforço e sacrifício o Marítimo conseguiu chegar até perto de Casillas. Mas sem poder para fazer a diferença.

OUTROS DESTAQUES

Bebeto: o lateral brasileiro procurou fazer uso da velocidade que leva muitos adeptos a dizer que até parece que anda de mota nos jogos. Esteve no lance de grande perigo que obrigou Casillas a uma grande defesa na primeira parte, e no segundo tempo, procurou surpreender.

Jorge Correa: o jogador argentino foi, no primeiro tempo, um dos grandes responsáveis pela sacudidela que o Marítimo conseguiu dar na forte pressão que o FC Porto procurou imprimir nesta etapa do jogo. Depois da saída de Jean Cléber, substituído na sequência da expulsão de Amir, Correa foi obrigado a recuar.  

Alex Telles: ante um bloco tão coeso e povoado como o do Marítimo, o rei das assistências da Liga foi obrigado a um trabalho árduo e persistente. Nunca desistiu, tal como a equipa, mesmo quando os nervos aumentavam com o aproximar do final da partida. A crença foi premiada com o cruzamento, desde a cobrança de um canto, que encontrou Marega para sentenciar a partida.

Herrera: as conhecidas transições rápidas do Marítimo encontraram no médio mexicano um muro quase intransponível. O poder de concentração e leitura de jogo do capitão dos dragões foi impressionante, bem com a entrega física na disputa dos lances. Recuperou inúmeras bolas e deu início, quase sempre bem, ao processo ofensivo da sua equipa.