Uma boa época no Millonarios, onde é acarinhado, colocou Arango no radar do Benfica. Contratado no último mercado o avançado seguiu cedido para a Vila das Aves, mas antes disso esteve um mês no Seixal integrado nos trabalhos da equipa encarnada.

Em entrevista ao Maisfutebol o atacante fala sobre a experiência na Luz, nomeadamente a possibilidade de privar de perto com o ídolo Júlio César no balneário e ainda as palavras de Rui Vitória sobre a confiança no seu trabalho.

No futuro Cristián Arango espera regressar ao Benfica e também voltar a representar a seleção da Colômbia, a exemplo do que aconteceu nas camadas jovens. Para já o jovem jogador de 22 anos quer crescer, aprender e melhorar para continuar a evoluir num futebol europeu mais «intenso» do que o colombiano.

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Como surgiu a oportunidade de voltar à Europa para representar o Benfica?

No Millonarios a época correu bem foi-me transmitida a possibilidade de vir para o Benfica, abrindo-se as portas para que eu pudesse regressar à Europa, para ser jogador desse grande clube, um clube que admiro muito. Fiquei muito feliz por ter ingressado neste grande clube, o Benfica, que é o Campeão de Portugal. Senti uma alegria imensa, não só para mim mas também para a minha família.

Como foi o período em que esteve no Benfica, cerca de dois meses?

Estive lá um mês e pouco, não chegou a dois meses, um mês e mais alguns dias. Foi uma grande experiência, poder estar com grandes jogadores. Para mim foi um grande prazer poder sentar-me no mesmo balneário que o Júlio César, que desde pequeno foi um grande exemplo para mim. Jogava com ele na Nintendo, foi um momento muito feliz para mim, é um jogador que merece muito respeito pela sua carreira admirável. Como ele há outros jogadores, como o Luisão, com uma grande experiência. Partilhar o mesmo balneário com jogadores de grande nível foi importante para mim.

Falou com o Rui Vitória, o que lhe transmitiu quando se mudou para o Desp. Aves?

Antes de vir para o Desp. Aves não falei com o Rui Vitória, porque a equipa estava em Inglaterra. Mas o que ele me foi transmitido foi que acreditava naquilo que eu fazia, no meu trabalho, teve boas palavras para mim e foi também muito importante para mim e nível pessoal. É um grande treinador, conquistou títulos em Portugal, e as palavras positivas que me disse foram importantes.

O futebol na Colômbia é muito diferente do praticado aqui em Portugal?

Sim. Muito diferente, lá é muito mais de contacto e menos intenso. Aqui, em Portugal, em alguns terrenos é pedida e exigida muita intensidade, temos de executar rápido. É um futebol muito difícil, mas sinto que estou a crescer cada vez mais. Mas o futebol também está a crescer cada vez mais na Colômbia e penso que será melhor no futuro.

Ter passado em Espanha ajudou na adaptação agora?

Sim, ajudou-me muito. O futebol em Espanha, tal como o português, é muito mais intenso. É bom para mim ter tido a experiência em Espanha. Sem dúvida que a adaptação aqui a Portugal se tornou mais fácil. Estou mais preparado para este futebol dinâmico, que eu particularmente gosto muito.

O que espera para o futuro?

Espero fazer coisas importantes para crescer e jogar em clubes muito grandes. Sei que primeiro tenho um processo, mas vejo-me a vestir, mais que tudo, a camisola da seleção da Colômbia, que é o maior sonho da minha vida. Já a vesti nas seleções jovens, em sub-20 e sub-21, e acredito que tenho potencial para ir crescendo, pouco a pouco, e para poder vestir a camisola da Colômbia e, Deus queira, poder um dia jogar o Mundial.

artigo atualizado: hora original 23h49, 7-12-2017