José Couceiro, treinador do Estoril, após a derrota frente ao Belenenses (1-2)

Depois do segundo golo do Belenenses a bola foi ao poste. Pode falar-se em azar?

«Há uma série de fatores. Na primeira parte, o Belenenses entrou melhor. Nada que não fosse previsível, porque sabíamos que iríamos  ter algum cansaço até que conseguíssemos equilibrar o jogo. Conseguimos equilibrá-lo, apesar de estarmos a perder. Na segunda parte, entrámos muito melhor. Fizemos o golo do empate e, de facto, esse momento [da bola no poste] foi determinante para o jogo. O futebol faz-se disto. Quando nós sofremos golos, como temos vindo a sofrer, apesar de a equipa fazer golos e ter oportunidades em todos os jogos, a partir de determinada altura as coisas tornam-se mais complicadas. Acho que o jogo hoje, tal como o de quinta-feira, foi um jogo ingrato. Porque no momento em que estávamos melhores foi quando, num erro nosso, que permitimos uma transição do Belenenses, eles fizeram o 2-1. Depois quando tivemos as oportunidades para marcar não o conseguimos fazer. De qualquer modo, e sem ser qualquer tipo de desculpa, mexe com as equipas. Sou um defensor das nomeações. Mas não consigo entender como é que, em quatro jogos em casa, nós temos duas vezes o mesmo árbitro. Custa-me a perceber, sabendo o que se tinha passado no jogo anterior, com o Rio Ave. Estas coisas mexem e mexem de forma negativa e obrigam-nos a um trabalho acrescido. Mas não foi isso que justificou os nossos erros. A nós resta-nos reagir. As equipas têm de saber reagir. Para mais quando sofremos golos em que as equipas adversárias têm sempre aquela pontinha de sorte de fazer golos fantásticos e nós não os conseguimos concretizar. As bolas batem no poste, na perna… Faz parte do futebol e temos de ter capacidade para reagir.»

Lenços brancos no final da partida

«Já me disseram isso. Eu não reparei. Tem havido um grande apoio da claque do Estoril. Mas é natural que as pessoas estejam tão frustradas quanto nós estamos, porque sentimos que podemos fazer mais. Ou, pelo menos, podemos ter melhores resultados. Quando não se ganha há frustração. É perfeitamente normal.»

Apesar das derrotas sempre teve um discurso de confiança. Depois deste jogo está mais preocupado?

«Em relação às questões defensivas, continuo preocupado, porque nós não podemos estar a sofrer constantemente dois golos. Isso está perfeitamente identificado. Não é o resultado de hoje que me deixa mais preocupado, mas obviamente deixa-me preocupado, porque nós temos de fazer pontos. Neste momento, temos apenas seis pontos e precisamos ter mais. Apesar de todos os problemas e situações, isso é frustrante. Não seria responsável se não estivesse preocupado quando nós perdemos o jogo. Agora, está tudo mal? Não, não está tudo mal. Mas há coisas que estão mal, obviamente.»