A figura: João Silva

«Grande, João! Grande, João!» Junto à linha lateral, Nuno Manta não se cansou de elogiar o seu jogador pela entrega que sempre mostrou. E a verdade é que o ponta de lança nem precisava do golo que marcou logo aos 3 minutos para merecer as palavras do treinador. Se teve alguma sorte no remate que ainda tabelou em Ruben Lima antes de entrar junto ao poste da baliza de Jhonatan, a forma como se entregou ao jogo, jogou e fez jogar, já eram merecedoras de elogios. A atravessar bom momento de forma, marcou o terceiro golo da época, este com carácter decisivo no desfecho da partida.

O momento: de "madrugada" se começa a ganhar (3')

Ainda não tinha havido nenhum remate à baliza e nem era de estranhar tal facto, uma vez que ainda se jogavam os primeiros minutos quando, à entrada da área, João Silva tentou a sua sorte com um remate forte que ainda beneficiou de um desvio em Ruben Lima, antes de seguir vitoriosa para as redes de um desamparado Jhonatan. Um golo madrugador é sempre importante, mas este valeu mesmo os três pontos ao Feirense.

Outros destaques

Hugo Seco

Outro jogador feirense que está em grande forma, na turma de Nuno Manta. Faltou-lhe apenas algum esclarecimento no último momento para ter coroado a sua exibição com um golo. De resto, esteve lá tudo: velocidade, dribles para todos os gostos e entrega. Foi o melhor jogador na 2.ª parte e as suas arrancadas colocaram em sentido os homens mais recuados do Moreirense, muitos deles "amarelados" por faltas feitas para travar o camisola 77 do Feirense.

Tozé

Não precisou de muito tempo em campo para justificar a aposta de Sérgio Vieira logo aos 39 minutos. A bola passou a rolar junto à relva e não pelo ar como tinha sido até então e foi dessa forma que o Moreirense coseguiu a primeira oportunidade, precisamente com Tozé a concluir uma jogada que iniciara e que só não deu golo porque Caio Secco fez uma excelente defesa. Na segunda parte tentou a mesma receita, mas o adversário já estava avisado para o perigo que vinha dos seus pés e deram-lhe menos espaço.

 

Diogo Almeida

Na ausência de Caio Secco, Nuno Manta entregou o lugar de lateral-direito ao jovem de 19 anos, formado no clube, e «Digas», como é tratado, deu conta do recado e mostrou ser uma opção válida. Seguro a defender e sem correr grandes riscos no apoio ao ataque, fica na retina uma abertura que fez para Hugo Seco ainda na 1.ª parte e que deixou o companheiro perto do golo.

Babanco

Voltou à equipa titular, beneficiando da ausência de Etebo e mostrou que tem de jogar. Muito importante o seu posicionamento defensivo e a experiência e serenidade que transmite aos companheiros nos momentos de maior aperto.

Flávio Ramos e Luís Rocha

A dupla de centrais do Feirense teve pela frente homens de grande porte físico, mas Flávio Ramos e Rocha foram sempre donos e senhores do espaço dentro da área. Quer pelo ar quer pelo chão, foram intransponíveis.