FIGURA: Luiz Phellype

A saída de Welthon abriu uma vaga na frente de ataque do Paços de Ferreira e, após alguns jogos a saltar do banco, o brasileiro agarrou a titularidade em definitivo, Como? À custa de golos. Esta tarde, assinou o 11.º da temporada, de cabeça. Luiz Phellype acabou, no fundo, por redimir-se da oportunidade flagrante desperdiçada escassos minutos antes. Segurou muitas vezes a bola de costas para a baliza, travou uma luta despótica com Gonçalo Silva e viu o seu esforço premiado com o tento inaugural. Uma exibição muito interessante de um jogador que promete ser vital na luta pela permanência dos castores.

O MOMENTO: Maurides, o justiceiro de azul

30 segundos, o tempo exato que o Belenenses demorou a marcar, após o regresso das cabines. Perda de bola de Pedrinho no meio-campo, André Sousa procurou logo dar largura ao jogo dos azuis do Restelo, lançando Diogo Viana na direita. O extremo dominou, levantou a cabeça e arrancou um cruzamento perfeito para o desvio acrobático de Maurides. Um golo que colocou justiça no marcador e que permitiu ao brasileiro chegar ao sétimo golo na presente época.

OUTROS DESTAQUES:

Xavier: a capacidade de drible não é o principal predicado do seu jogo. Portanto, como jogador inteligente que é, compensa essa imperfeição com doses industriais de trabalho e com boas decisões. Tem um pé esquerdo de qualidade e provou-o no cruzamento exímio que tirou para a cabeçada certeira de Luiz Phellype. Papel relevante no apoio ao lateral Filipe Ferreira. Com o decorrer dos minutos, perdeu fulgor.

Maurides: ora deu apoio frontal, ora saiu em velocidade à procura das costas da defesa contrária. Conjuga força com classe e finaliza como poucos. Coroou o regresso à titularidade com um golo na única oportunidade que teve. Fez o que se exige a um avançado. Tem sete golos, o melhor registo da carreira. Está, portanto, perto do ponto de maturação.

Diogo Viana: esta tarde foi o principal responsável por dar verticalidade e profundidade ao jogo do Belenenses. O corredor direito do ataque dos azuis do Restelo é todo do extremo formado no Sporting e, por isso, é comum vê-lo fazer autênticas «piscinas» com uma disponibilidade tremenda. Tirou um par de cruzamentos interessantes que quase nunca tiveram o melhor seguimento. A exceção foi mesmo Maurides que aproveitou o passe para fazer mexer o placard.