O ano passado, no primeiro trimestre da época, a SAD leonina pagava em ordenados e prémios um total de 4,6 milhões de euros, enquanto este ano, nos mesmos três primeiros meses da temporada, gastou 9,6 milhões de euros: foi um aumento de 108 por cento.

 

Refira-se que dentro deste valor de 9,6 milhões estão contabilizados os prémios coletivos e individuais (a maior parte dos quais tem a ver com números de jogos), num total de 648 mil euros: vale a pena dizer a título de curiosidade que o ano passado eram de 22 mil euros.

 

Em compensação, os gastos com os administradores da SAD baixou este ano. As remunerações dos órgãos sociais foi o ano passado de 66 mil euros, enquanto esta época, entre 1 de julho e 30 de setembro, pagou 45 mil euros.

 

O Sporting, recorde-se, tem três administradores que são pagos (Bruno de Carvalho, Carlos Vieira e Guilherme Pinheiro), o que significa que cada um deles recebeu em média cinco mil euros por mês. O que significa viver numa realidade muito diferente dos rivais.

 

Feitas as contas, portanto, importa dizer que está neste aumento enorme dos pagamentos de salários parte da explicação para o resultado da SAD: um lucro de 74 mil euros.

 

Nunca a SAD leonina teve um resultado tão pobre desde que Bruno de Carvalho chegou à presidência do clube. Aliás, desde a chegada desta direção o relatório e contas do Sporting sempre deu conta de excelentes resultados financeiros.

 

Em setembro de 2013, por exemplo, no primeiro trimestre da primeira época que Bruno de Carvalho teve um resultado positivo de 7,2 milhões de euros, um ano depois, em 2014, teve um resultado financeiro de 24,6 milhões de euros e a 30 de junho de 2015, no final da época passada, teve um lucro de 19 milhões de euros.

 

O pior resultado de Bruno de Carvalho tinha sido um lucro de 720 mil euros, no primeiro trimestre de 2014, ainda assim bem longe do prejuízo de 45,9 milhões de euros que a SAD leonina registou na última temporada de Godinho Lopes.