Figura: Yusupha

É uma das figuras deste Boavista de Jorge Simão. Rebelde com a bola nos pés e incansável sem ela, deu imenso trabalho à defensiva sadina. Em constante procura de espaço nas costas, conseguiu aparecer, por duas vezes na cara de Cristiano e, em nenhuma delas tremeu. Dois golos em duas tentativas a reclamar o destaque principal da partida. Tem três golos na Liga, um registo que tem tanto de prometedor como de interessante.

Momento: inteligência de Espinho e frieza de Yusupha

O Boavista estava confortável no marcador consentia a iniciativa de jogo ao Vitória, uma postura que poderia ter custado caro. Valeu a inteligência de Fábio Espinho a criar o segundo golo que praticamente arrumou com as aspirações do Vitória de pontuar. Passe de Idris e Espinho, inteligente, com uma simulação deixou Yusupha isolado. Depois, a classe e a frieza do avançado fizeram o resto.

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Outros destaques:

Henrique:

É o líder da defesa do Boavista e voltou a prová-lo. Abriu o ativo com um cabeceamento exemplar e, minutos depois, negou um golo praticamente certo a Tomás Podstawski. Uma exibição irrepreensível a todos os níveis.

Fábio Espinho:

Com David Simão pouco inspirado, coube ao número 10 axadrezado ser o cérebro do jogo ofensivo dos axadrezados. Espinho criou um golo sem tocar na bola. O leitor deve perguntar se tal é possível, o jogador do Boavista mostrou que sim, sobretudo quando se tem uma inteligência acima da média. Ainda teve oportunidade para juntar o seu nome à lista de marcadores, mas o remate saiu a centímetros do poste da baliza sadina. Teria sido um golaço e Espinho bem o merecia.

Wallyson:

Entrou ao intervalo para o lugar de Semedo e o Vitória ganhou capacidade de passe e de organização de jogo. O jovem emprestado pelo Sporting tem senhor pé esquerdo e provou que pode ser muito útil ao Vitória. Uma exibição a deixar água na boca.