A FIGURA: Jiménez, arma secreta numa pele diferente 

Não era titular desde 31 de outubro de 2017, data da deslocação dos encarnados a casa do Manchester United, na fase de grupos de Liga dos Campeões. Também não era suposto ter sido titular neste sábado, mas uma lesão de Jonas no aquecimento levou Rui Vitória a antecipar a entrada do bombeiro de serviço da Luz. Sofreu numa fase inicial da partida, marcada pela falta de dinâmica dos encarnados na produção ofensiva, contexto que o obrigava a baixar para tabelar, característica que o mexicano não tem em abundância. Quando o jogo acelerou, aí sim, Jiménez apareceu. Fez o empate aos 29 minutos, quando empurrou para a baliza de Cristiano um cruzamento rasteiro de Rafa que atravessou toda a pequena área sadina, e resolveu o jogo com um penálti nos descontos.

O MOMENTO: penálti de Luís Felipe, minuto 90+1

Depois de bons momentos na segunda parte, o V. Setúbal já só tinha olhos para proteger a baliza de Cristiano nos minutos finais. Couceiro foi a banco e reforçou a barricada sadina com as entradas de Nuno Pinto e Podstawski. Minutos depois, lançou Luís Felipe para o lugar de Nuno Pinto. O lateral brasileiro, ex-Benfica, meteu água em cima do minuto 90 quando deixou escapar Salvio na área e depois acabou por derrubá-lo. Chamado à marca dos onze metros, Jiménez segurou os três pontos e a liderança das águias na Liga à entrada para o clássico com o FC Porto na Luz.

OUTROS DESTAQUES

Costinha: uma semana depois de ter assinalado o jogo 100 no principal escalão do futebol português, o médio deu vantagem ao V. Setúbal no primeiro remate do jogo. Apareceu nas costas de Grimaldo e desviou da melhor forma um cruzamento bem medido de Nuno Pinto. Com o avançar do cronómetro, a equipa de José Couceiro foi tendo cada vez menos bola e as ações sadinas resumiam-se a tentativas de transições rápidas nas quais tentou ser sempre participativo.

Nuno Pinto: não foi sujeito ao grau de exposição de Arnold nas ações defensivas e neste capítulo cumpriu quase sempre bem quando foi chamado a intervir. Participativo nas ações ofensivas, foi dele o cruzamento milimétrico que deu origem ao golo madrugador da equipa da casa e esteve perto de bisar nas assistências aos 63 minutos quando serviu Edinho depois de deixar Grimaldo nas covas junto à linha.

André Pereira: com Edinho mais fixo no eixo do ataque, o papel de batedor coube-lhe a ele. Correu, foi ao choque e desestabilizou o setor mais recuado do Benfica, sobretudo na melhor fase do Vitória em campo, entre os 60 e os 70 minutos. Forçou os defesas encarnados a cuidados redobrados, arrancou faltas e foi o dínamo da crença sadina.

Cervi: muito interventivo na produção ofensiva dos encarnados. Bem nos desequilíbrios pela esquerda e na exploração de espaços fora da sua posição de origem. Foi o elemento mais irrequieto das águias na primeira parte.

Zivkovic: casou bem com Franco Cervi e foi o responsável por várias ações de desequilíbrio na esquerda, por onde os encarnados canalizaram quase todo o futebol ofensivo. Ativo em campo, teve algumas ações defensivas também importantes.