Acabou por ser na sequência de um lance de bola parada que o triunfo caiu para o lado vimaranense, mas em todo o caso a formação visitante foi superior e justificou um resultado que dá sequência à excelente campanha realizada até ao momento.

Ainda que o primeiro remate do jogo tenha sido da equipa da casa (sem perigo), o Vitória de Guimarães foi gradualmente assumindo o domínio do jogo, impondo a sua superioridade técnica.

O Vitória de Setúbal foi sempre inferior na luta do meio-campo, até pelas dificuldades para iniciar a construção dos ataques, que conduzia à insistência em pontapés longos para as costas da defesa vimaranense, que foi resolvendo as situações sem grandes sobressaltos.

Com futebol mais apoiado e uma frente de ataque muito dinâmica (Alvez algo apagado, mas Hernâni, Bernard e Alex em bom plano), a equipa de Rui Vitória foi-se instalando no meio-campo contrário, ainda que no primeiro tempo tenha obrigado Ricardo Batista a apenas uma defesa, embora de elevado grau de dificuldade, a remate de Hernâni (23m).

Resultado justificado de bola parada

Ao intervalo Domingos trocou o desinspirado João Schmidt (problemas físicos?) por Yann, e a figura do jogo da Taça de Portugal protagonizou o primeiro lance de verdadeiro perigo sadino, com um surpreendente remate de longe que passou perto do poste de Assis.

Com o jogo mais dividido do que estava no final da primeira parte, o Vitória de Guimarães acabou por chegar ao golo na sequência de um lance de bola parada. Hernâni cobrou um canto na direita e João Afonso apareceu ao segundo poste a cabecear para o fundo da baliza.

Domingos, que antes do golo tinha sido assobiado por trocar Lupeta por Advíncula, decidiu depois lançar Giovani para o lugar de Paulo Tavares. A equipa da casa lançou-se à procura do empate, mas à boa atitude demonstrada faltou muito discernimento, e Assis acabou por não ter de realizar qualquer defesa.

Já do outro lado Ricardo Batista brilhou com uma espantosa defesa a livre direto de Bernard (76m), e Alex e Hernâni ficaram a centímetros do golo em duas ocasiões (74 e 84 minutos, respetivamente).