«A vitória em Riade e depois em Lisboa deram a possibilidade aos jogadores portugueses e acreditarem que eram capazes de chegar onde quisessem. Este encontro serve para recordar, mas também transmitir aos mais jovens de que tudo é possível, desde que se queira. É uma efeméride que pode dar força para o que nos falta e que esperamos vir a atingir», considerou o dirigente, esta terça-feira, antes do jantar comemorativo dos 20 anos da conquista saudita.

«Sim, estou a falar do Mundial 2010, mas não só. Estou a falar das selecções jovens, daquilo que podem atingir e que, dentro de um programa que está a ser planeado, possamos voltar a ter o esplendor daquilo que têm sido as nossas selecções, apesar de Portugal ainda estar nos primeiros rankings da Europa e do Mundo nos escalões jovens. Este relembrar Riade também significa projectar um futuro que queremos para o futebol português», acrescentou.

A mentalidade ganhadora é uma das consequências dos dois títulos mundiais e que Gilberto Madail atribui ao seleccionador: «No princípio não acreditei muito, por causa daquela derrota por 0-3 com a Arábia Saudita, mas nos jogos seguintes viu-se uma mentalidade ganhadora que em muito se deve ao Carlos Queiroz e à sua equipa técnica. Foi importante e o virar de uma página que nos tem trazido excelentes resultados. Deu a todos os agentes do futebol a confiança para acreditarem que apesar de sermos um pequeno país era possível alcançar grandes objectivos.»

O presidente da FPF acredita que Portugal «vai manter» o espírito vencedor, até porque nos últimos oito anos foi ele que permitiu a presença «em todas as fases finais dos campeonatos europeus e mundiais». «Não são os mesmos jogadores de Riade ou Lisboa, mas a mentalidade ganhadora, de que podíamos ser campeões manteve-se, e em todas essas fases o nosso objectivo foi esse», reiterou.

A naturalização de Liedson para reforçar o ataque da Selecção Nacional não foi abordada neste aniversário, mas Gilberto Madail lembrou que, apesar de Portugal «não poder dissociar-se do fenómeno da globalização», a Federação «tem tido cuidado nessa matéria (...) para não descaracterizar o que é a Selecção Nacional e o futebol português».