Nélson Oliveira
Este artigo de opinião foi revisto, atualizado e confirmado na Mata Real. O habitat de Nélson Oliveira na frente de ataque do Deportivo tem e terá pouco a ver com o que teria se ficasse no Benfica. Pelo menos nos jogos fora do Riazor. Nélson tem pouca bola, joga demasiado distante dos médios, desgasta-se em demasia no trabalho sem bola. É assim que se acarinha e desenvolve o potencial deste ponta-de-lança? A qualidade está lá, é óbvia. Frente ao Paços, porém, Nélson uma sombra do avançado poderoso que já mostrou ser. Fica o registo de um extraordinário pontapé ao poste, aos 52 minutos, e pouco mais.
Roderick
Muito faltoso. Cícero deu-lhe cabo da paciência e o central emprestado pelo Benfica mostrou-se, não raras vezes, incomodado com isso. Passou uma hora em sofrimento, atrapalhado com o poderio físico do avançado pacense. Sossegou na fase final da partida e, aí sim, fez dois ou três cortes autoritários e conseguiu fazer circular a bola com qualidade. Vai melhorar, com certeza.
André Santos
O mais influente dos médios do Deportivo. Num meio-campo de quatro unidades posicionou-se à frente do trinco e tentou municiar os alas e avançados. Nem sempre com qualidade, é certo, embora tenha sido de longe o melhor do Corunha. Tentou o remate nalgumas situações, recuperou várias bolas e mostrou que vale a pena seguir com atenção o seu trabalho na liga espanhola.
Pizzi
Um pontapé soberbo ao travessão da baliza de António Filipe. Tem futebol mais do que suficiente para ser uma das grandes figuras da equipa. Esteve 20 minutos em campo, mas acabará por ser, mais cedo ou mais tarde, titular indiscutível.
Bruno Gama
Dez minutos em campo na direita do ataque. Um drible perfeito e um cruzamento mal medido. É um extremo de boa qualidade e que terá, certamente, muitos mais minutos ao longo da temporada.
Zé Castro e Diogo Salomão estão lesionados e ficaram na Corunha.
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