«Em três dias de trabalho cuidamos de algumas situações. Não vai haver alterações profundas, mas haverá algumas», adiantou no entanto o novo treinador. Em relação ao «onze», também não abriu o jogo: «É bom que a escolha seja difícil. Há vários jogadores preparados para jogar. Vamos ter de fazer opções e vamos fazê-las».

Carvalhal teceu de resto grandes elogios em relação ao grupo que encontrou: «Tirei boas ilações. Confirmei que é um grupo que tem boa atitude e que gosta de aprender e de trabalhar. O bom espírito existente também facilita o trabalho do treinador».

100 por cento do Marítimo

Ditou o calendário que o novo timoneiro verde-rubro faça a sua estreia nos Barreiros e logo frente a uma equipa que conhece muito bem e onde viveu horas de glória, o V. Setúbal. «Estou emocionalmente ligado ao Vitória por um passado recente de vitórias e conquistas. É gente que está a passar um mau bocado e que deveria ter maior apoio. Mas tenho que separar as coisas e neste momento sou 100 por cento do Marítimo», disse.

Sobre os sadinos, Carvalhal sabe o que vai encontrar pela frente: «É uma equipa sólida, que defende bem e espreita o contra-ataque. Mas estamos preparados para as dificuldades que vamos encontrar».

Atitude e ambição

Para manter a tradição de se estrear à frente de equipas com vitórias, o treinador sabe que «tudo vai passar muito pela atitude, ambição e vontade de vencer». «As equipas portuguesas defendem-se muito bem. Fora jogam fechadas e teremos de apelar ao sentido colectivo. Temos bons jogadores na frente, jovens e que vão encontrar o caminho para os golos», analisa. Para concluir esta sua primeira abordagem, Carvalhal destacou que é «necessário paciência e muita circulação de bola para poder vencer». E deixa o aviso: «Em primeiro lugar está a equipa, depois a equipa e por último a equipa. É ela que poderá ganhar os jogos».

Sem abrir o jogo quanto ao primeiro onze

Carlos Carvalhal dirigiu hoje a sua primeira sessão nos Barreiros. Mas como já vem sendo hábito não houve lugar a treino de conjunto. O técnico manteve o trabalho colectivo em termos ofensivos, dividindo o grupo em três.

Foi possível observar que há uma grande preocupação do treinador em falar com os seus novos pupilos. Por exemplo esteve muito tempo à conversa, e até recorreu a alguns desenhos, com o japonês «Taka».

De fora por lesão continuam Olberdan e João Luíz. Este sábado realiza-se o último treino, às 16h30, em Santo António.