O ano de 2017 foi fértil em grandes jogos, e também em jogos decisivos, importantes e até marcantes. Esta é a escolha do Maisfutebol:

Barcelona-PSG, 6-1

Camp Nou, 8 de março, 2ª mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões

A remontada. O impossível alcançado. Nunca nenhuma equipa conseguiu antes recuperar de uma desvantagem de quatro golos (4-0) na história da competição. É verdade que há quem acredite, e os catalães alimentam essa chama junto dos adeptos até ao dia do jogo. Se há uma única equipa no Mundo capaz de assinar tal milagre essa só pode ser o Barcelona.

No Parc des Princes, no dia 14 de fevereiro, tinha-se testemunhado um verdadeiro atropelamento, com estocadas aparentemente fatais disferidas por Di María (18 e 55), Draxler (40) e Cavani (71) a uma equipa ferida e longe do brilho do passado. Mas junto dos seus, o velho Barça renasce e a tática defensiva de Unai Emery começa a desmoronar-se bem cedo. Que melhor forma de acordar o vulcão do que marcar logos aos três minutos? Suárez coloca os de Luis Enrique, também ele renascido após aparente estado de resignação em Paris, a três golos do prolongamento e a quatro da festa de arromba.

Depois da primeira mão, é impensável que os franceses sofram tantos e não marquem nenhum, mas para já não dão sinais de vida. O autogolo de Kurzawa, a cinco minutos do intervalo, parece sinal do destino. Dois erros defensivos incríveis tinham ajudado, faltam mais dois ou três golos, dependendo da perspetiva. Aos 50, novo disparate, desta vez de Meunier, dá penálti a Messi, e o 3-0 aos espanhóis.

É aqui que o PSG sente que tem de fazer algo. Meunier serve Cavani para um remate ao poste, e depois é Kurzawa, outro dos réus, que assiste o uruguaio para o tento de honra. O Camp Nou gela pela primeira vez. Já não haveria prolongamento, e agora a qualificação estava a três golos, à passagem do minuto 62 da partida. Cavani ainda tem, logo a seguir, oportunidade para matar de vez uma partida que parecia morta, mas Ter Stegen defende com o pé esquerdo. E Draxler, mais à frente, também não aproveita o balanceamento total do adversário.

O Barcelona não desiste. Messi, Neymar, Suárez tomam de assalto a baliza de Trapp. Aos 88, Neymar ganha um livre a Draxler e acerta no ângulo superior, animando os últimos minutos. Logo a seguir, Messi lança longo para Suárez, que cai perante a aproximação de Marquinhos. O árbitro Deniz Aytekin assinala penálti. Será que ainda dá tempo? Está-se no primeiro minuto de descontos. Desta vez, Neymar, e também não perdoa.

O brasileiro pega na bola e leva-a para o grande círculo. Pede apoio aos mais de 90 mil nas bancadas. 90+6! Neymar tem-na outra vez – que exibição incrível! – e faz um balão, com o pé esquerdo, para a área, onde aparece Sergi Roberto por de trás de um rival. Sem cair, por alto, a bola sai do pé direito do defesa para as redes.

Remontaram! Só eles, e fica para a história.

Manchester City-Monaco, 5-3

Etihad, 21 de fevereiro, 1ª mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões

Monaco-Manchester City, 3-1

Stade Louis II, 15 de março, 2ª mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões

O embate entre Manchester City e Mónaco na última edição da Liga dos Campeões foi um dos momentos futebolísticos do ano. De um lado a orquestra em construção de Pep Guardiola, do outro a juventude reacionária e explosiva de Leonardo Jardim. Dois verdadeiros hinos ao futebol, separados por 15 dias.

Em Inglaterra, vencem os ingleses por 5-3. A resistência dos franceses dura 27 minutos, até que Leroy Sané se desembaraça de vários defesas e serve Sterling em zona frontal. Só que a festa dura apenas mais seis. Erro de Caballero ao tentar tirar da área: a bola cai em Fabinho, que combina com Bernardo Silva, até o trinco cruzar para o voo de Falcao para o empate. Aos 40, a confirmação da excelência da equipa francesa. Livre marcado rápido para Mbappé, que é mais veloz que Otamendi e fuzila Caballero para o 1-2.

Na segunda parte, é quando o Mónaco parece em controlo – e já depois de Falcao ter falhado um penálti que daria o 1-3 – que o City empata, em contra-ataque. Sterling rouba a bola no seu meio-campo, dispara para a outra metade e serve Agüero, que remata de pronto, com Subasic a deixar passar junto ao corpo. Culpas para o guarda-redes, aos 58 minutos! Só que os festejos dos ingleses voltam a durar pouco. Três minutos depois, Falcao liberta-se de John Stones antes de fazer o chapéu a Caballero para o 2-3.

O que se segue é um grande Manchester City. Canto da direita de Silva, remate de primeira de El Kun para o 3-3, aos 71. Canto da esquerda de De Bruyne, desvio de Yaya Touré e emenda de John Stones ao segundo poste para o 4-3. E, finalmente, combinação Sané-Agüero-Sané para o 5-3, aos 82.

O Principado recebe, 15 dias depois, a segunda mão e mais um extraordinário jogo de futebol. Falcao, grande figura da primeira partida, fica de fora devido a lesão na anca.

O golo de Mbappé, aos oito minutos, dá o tom para mais uma grande exibição do conjunto de Leonardo Jardim. Passe de Bernardo Silva sobre a esquerda, e emenda perante Caballero, que já tinha defendido antes, com a cabeça, um remate forte do menino-prodígio. Fabinho assina o segundo aos 29, novamente depois de jogada pela esquerda, desta vez de Mendy.

Conscientes de que um golo garante a qualificação, os Citizens carregam, sobretudo na segunda parte. Agüero tem várias oportunidades, mas o 2-0 arrasta-se até ao minuto 71. Leroy Sané, sempre um dos mais perigosos, reage a uma defesa incompleta de Subasic para o 1-2, que coloca a equipa, à condição, nos quartos de final.

Só que o Mónaco não tinha esgotado todos os trunfos. Um livre de Lemar cai na cabeça de Bakayoko para o 3-1 aos 78 minutos, marca a eliminação dos britânicos, e garante a continuidade da caminhosa espantosa dos gauleses na competição.

Juventus-Real Madrid, 1-4

Millenium Stadium, Cardiff, 3 de junho, final da Liga dos Campeões

La Duodécima. Doze vitórias em 16 finais, a primeira equipa a vencer duas Ligas dos Campeões consecutivas. Às custas de uma Juventus a acumular a quinta derrota seguida em jogos decisivos na competição milionário, o Real Madrid e Cristiano Ronaldo mantêm-se no topo do mundo.

Vinte minutos de domínio da Juventus, com a ameaça mais séria a sair do pé direito de Pjanic, até ao primeiro golo de CR7: remate de pronto do português, após passe de Carvalhal, a avisar que, como sempre, era preciso calma. Ele estava ali!

A reação da Vecchia Signora não se faz esperar. Alex Sandro, Higuaín e Mandzukic combinam para o remate monumental do croata, que passa por cima do surpreendido Keylor Navas. 26 minutos apenas de jogo!

O ânimo dos italianos não continua em alta no regresso dos balneários, uma vez que o segundo tempo é todo blanco. Aos 61, a pressão madridista compensa. Um remate de Casemiro, desviado em Khedira, bate Buffon pela segunda vez. E, aos 64, a jogada de envolvimento pela direita que leva ao cruzamento de Modric e à emenda de Ronaldo ao primeiro poste sentencia a partida. Acaba para a Juve, o karma continua.

Cuadrado é expulso, por alegada e aparentemente microscópica agressão a Sergio Ramos e, em cima dos 90, Marcelo fabrica para Asensio, entrado poucos minutos antes, o último golo da noite.

Portugal-Suíça, 2-0

Estádio da Luz, 10 de outubro, 10º jogo da fase de qualificação para o Mundial-2018

Um autogolo de Djorou e o remate da confirmação por André Silva, após uma bonita jogada que também inclui a clarividência de Bernardo Silva e João Moutinho – talvez os dois melhores em campo –, valem a Portugal a qualificação direta para o Campeonato do Mundo, em dia de aniversário de Fernando Santos.

Depois de toda uma fase de apuramento na segunda posição, culpa de uma entrada a frio e a perder com a Suíça na primeira jornada, e algumas críticas quanto ao futebol praticado pela equipa, o campeão europeu superioriza-se aos helvéticos no encontro decisivo, e na classificação geral, graças a um superior saldo de golos. Cristiano Ronaldo, isolado a tentar fintar Sommer, aos 80 minutos, ainda pode dar maior expressão ao triunfo, mas falha, e já não apanha o polaco Robert Lewandowski, que termina como goleador máximo da fase de apuramento.

No final, canta-se o hino. O país está de corpo e alma com a sua Seleção para mais uma fase final, a décima seguida desde 2000. No quinto Campeonato do Mundo consecutivo, o cabeça de série Portugal terá pela frente Espanha, Irão e ainda Marrocos.

Chile-Alemanha, 0-1

Krestovsky Stadium, São Petersburgo, final da Taça das Confederações

Os jogos mais emotivos têm Portugal como um dos protagonistas. Desde logo, a estreia frente ao México (2-2), a meia-final intensa com o Chile, decidida nos penáltis, ou a partida de atribuição dos terceiros e quartos lugares novamente perante os Aztecas. Só que o embate que melhor representa a importância da competição no contexto global é aquele que dá o caneco a uma Alemanha eventualmente C, tal o número de titulares e eventuais segundas escolhas que deixou de fora.

O planeta percebe a mensagem. Uma Alemanha jovem, sem grandes referências, ainda tem talento de sobra para lidar com as seleções mais fortes, embora tenha sido uma competição em que a América do Sul não terá apresentado a sua melhor equipa no momento: um Brasil renovado, confiante e assente no talento imenso de Neymar, ou mesmo uma Argentina em crise, mas recheada de individualidades, entre as quais Messi, of course. O Chile é sempre digno representante. Ganhou duas Copas América, contudo tem deixado escapar algum do fulgor que já teve.

A Mannschaft, capitaneada por Julian Draxler, confirma a ascensão de nomes como Leon Goretzka, Timo Werner, Sebastian Rudy e Lars Stindl, este último o autor do golo decisivo em São Petersburgo.

Um erro de Marcelo Díaz, aos 20 minutos, decide a partida. Ao querer afastar-se de Stindl, não se apercebe da aproximação de Werner, que rouba a bola e coloca-a à frente do avançado do Borussia Moenchengladbach. Só tem de empurrar, já com Bravo batido.

La Roja tinha entrado com tudo e continua a pressionar. Ter Stegen é obrigado a intervenções exigentes, e a Alemanha tem de sair do seu meio-campo para afastar o adversário da sua área. Em dois ou três momentos, ameaça o 2-0. Goretzka chega a falhar cara a cara com Bravo. Só que o Chile resiste e retoma o assalto. Vargas, Vidal e Alexis Sánchez tentam tudo, mas é mesmo a Alemanha quem festeja no final. Com a tal mensagem para o mundo.

Real Madrid-Barcelona, 2-3

Estádio Santiago Bernabéu, 23 de abril de 2017, 33ª jornada da liga espanhola

Não há Clásico que não possa figurar entre os melhores jogos do ano, e em 2017 Real Madrid e Barcelona encontram-se por diversas vezes, sempre com partidas espetaculares. Vamos falar de três jogos, num três em um. Primeiro, o de abril, da 33ª jornada de La Liga.

Os merengues podem sentenciar o campeonato a cinco rondas do fim. Têm três pontos de avanço e menos um jogo realizado, e Messi e companhia só vêem um resultado possível: vencer.

Luis Enrique não tem Neymar, substitui-o por Paco Alcácer no tridente ofensivo blaugrana. Já Zidane volta a ter Gareth Bale, mas o galês dura-lhe 38 minutos, obrigando o técnico francês a gastar uma alteração, fazendo entrar Asensio.

Aos 28 minutos, o Real marca. Por Casemiro, na recarga a um remate ao poste de Sergio Ramos. O Barcelona empata aos 33, por Messi, claro. Passe de Rakitic, e cavalgada da Pulga, com Modric e Carvajal a ficarem pelo caminho, até ao remate rasteiro, sem hipótese para Navas.

O clássico segue equilibrado até aos 73. Um golaço de Rakitic, com o pé esquerdo, dá vantagem ao Barça. Aos 77, uma entrada a matar sobre Messi vale o vermelho direto a Sergio Ramos. Com mais um, o triunfo culé parece inevitável.

Zidane troca Benzema por James Rodríguez e é o antigo jogador do FC Porto quem volta a igualar, contra todas as expetativas. Aos 86, quatro minutos depois de ter entrado, desvia ao primeiro poste um cruzamento de Marcelo.

Os catalães tinham de vencer e vencem mesmo. Na última jogada do encontro. Sergi Roberto, André Gomes e bola para Jordi Alba. O passe encontra o inevitável Messi para um remate colocado que relança o campeonato. Que final para mais um jogo memorável!

Barcelona-Real Madrid, 1-3

Camp Nou, 13 de agosto, 1ª mão da Supertaça de Espanha

Real Madrid-Barcelona, 2-0

Estádio Santiago Bernabéu, 16 de agosto, 2ª mão da Supertaça de Espanha

O Barcelona tinha relançado a Liga a cinco jornadas do fim, mas é mesmo o Real Madrid que festeja na Cibeles, precisamente com três pontos de avanço. Os catalães têm de contentar-se com a Taça do Rei, numa final ganha ao Alavés. A Supertaça, já com Ernesto Valverde no lugar de Luis Enrique, e depois de um ensaio duas semanas antes em Miami na International Cup – curiosamente com o mesmo 3-2 favorável ao conjunto culé –, é o cenário para o tão aguardado reencontro.

É verdade que as conclusões tiradas desses dois jogos vencidos pelos merengues são precipitadas, mas a superioridade da equipa de Zinedine Zidane é tal que começa a prever-se a consolidação de uma nova era de domínio no futebol espanhol e porventura mundial.

No Camp Nou, depois de uma primeira parte intensa e agressiva, o futebol chega condensado para a segunda parte. Piqué dá o tom com um autogolo aos 49 minutos. Faz o jogo partir, em paradas e respostas. Um penálti, aos 77, vale o empate. Por Messi, claro.

Cristiano Ronaldo, que começa no banco e entra aos 57, assina aos 80 o golaço do 1-2. Tira a camisola e vê amarelo. Quatro minutos depois, o árbitro Ricardo de Burgos Bengoetxea entende que o português simula uma falta e expulsa-o.

É Asensio, nos descontos, com uma bola à gaveta a finalizar um contra-ataque, que estabelece o surpreendente resultado final.

Três dias depois do 1-3 na cidade condal, o Real Madrid recebe os rivais e a vantagem de dois golos parece suficiente para conquistar o troféu. Só por ser o Barça é que os madridistas podem desconfiar.

Não vale a pena! O que se segue é um festival completo, chocolate blanco. Aos quatro minutos, Asensio, que ocupa o lugar do castigado Ronaldo, volta a fazer das suas e coloca mais uma bola ao ângulo. Aos 39, Benzema confirma um triunfo inequívoco, que leva Piqué a reconhecer no final que, pela primeira vez, tinha-se sentido inferior ao Real Madrid.

Sem Neymar, resgatado pelo PSG, e totalmente dominado pelo rival, os sinos tocam a rebate em Camp Nou, anunciando a crise. Só o futebol nem sempre é lógico, e quem entra em espiral negativa na Liga é precisamente o Real Madrid.

RB Leipzig-Bayern, 4-5

Red Bull Arena, 13 de maio, 33ª jornada da Bundesliga 2016-17

Já campeão, o Bayern visita o terreno do vice na penúltima jornada da liga alemã. Os de leste tenham fechar uma temporada fantástica com uma mensagem para os bávaros e para o resto do país, e estão a vencer por 4-2 aos 84 minutos.

Sabitzer faz o primeiro aos dois, mas Lewandowski empata, de penálti, aos 17. Timo Werner, também dos 11 metros, assina o 2-1 com que se chega ao intervalo. O Leipzig consegue o 3-1 por Poulsen (47), Thiago Alcântara reduz (60) e Werner bisa (65). É então, nos últimos seis minutos, que os bávaros viram o encontro, com uma declaração de força e afirmação de campeão: Lewandowski também bisa (84), Alaba empata (90) e um último esforço de Robben vale os três pontos (90), já nos descontos. Frenético. Fantástico!

Sevilha-Liverpool, 3-3

Estádio Ramón Sánchez Pizjuán, 21 de novembro, 5ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões

O Liverpool tem três golos de vantagem em Sevilha, ao intervalo, e o apuramento para os oitavos de final da Champions está a 45 minutos de distância.

Roberto Firmino inaugura o marcador logo aos 87 segundos, na sequência de um pontapé de canto desviado por Wijnaldum ao primeiro poste, e receita idêntica é aplicada no 0-2, com o brasileiro a assistir Sadio Mané. À meia-hora, a banda de heavy metal de Liverpool chega ao terceiro, numa recarga de Firmino a um primeiro remate de Mané.

No balneário, o treinador dos andaluzes, Eduardo Berizzo, revela aos jogadores que está doente, sofre de cancro da próstata e terá de ser operado em breve. O que se segue é uma remontada emocional.

Ben Yedder marca os dois primeiros. Desvia um livre de Banega ao primeiro poste, aos 51, e converte um penálti, aos 60) O empate, inevitável, surge ao terceiro minuto de descontos, por Guido Pizarro, na sequência de um pontapé de canto.

O 3-3 empata os Reds, mas ambas as equipas apuram-se mesmo para os oitavos de final. A Europa fica a conhecer a história de Berizzo nos dias seguintes. O Sevilha irá conseguir nova recuperação épica, dias depois, frente ao Villarreal (de 0-2 para 3-2).

Borussia Dortmund-Schalke 04, 4-4

Westfalenstadion, 25 de novembro, 13ª jornada da Bundesliga 2017-18

O Borussia Dortmund começa a temporada a todo o gás, com o ex-Ajax Peter Bosz ao comando, mas a energia depressa se esgota. Não ganha na Bundesliga desde 30 de setembro, há quase dois meses, e recebe o Schalke no Revierderby, o duelo mais intenso de toda a Bundesliga.

A avalanche amarela faz duvidar sobre qual a equipa em crise. Aubameyang, aos 12, um autogolo de Stambouli, aos 18, Mario Goetze, aos 20, e Raphäel Guerreiro, aos 25, colocam o Dortmund no caminho da goleada. O que se passa depois é inacreditável. Ou, pelo menos, impensável.

Burgstaller, aos 61, e Harit, aos 65, reduzem para 4-2 e, aos 72, Aubameyang vê um segundo amarelo e deixa a Geld Wand a tremer. Caligiuri marca mais um aos 86, e o inevitável 4-4 assinado por Naldo, no quinto minuto de descontos, acentua a crise.

Bosz deixa mesmo Dortmund 15 dias depois, o Schalke continua em crescimento até ao segundo lugar.

Panamá-Costa Rica, 2-1

Estádio Rommel Fernández, 5º jornada da fase de qualificação da CONCACAF para o Campeonato do Mundo

A grande surpresa do ano. O Panamá consegue o primeiro apuramento da história para o Campeonato do Mundo, às custas dos super-favoritos Estados Unidos. Tudo acontece na última jornada, e depende de dois resultados: uma vitória frente à Costa Rica e a derrota dos norte-americanos na visita à já eliminada Trinidad e Tobago.

Os panamianos até entram a perder, com um golo de Venegas a passe do sportinguista Bryan Ruiz, mas conseguem dar a volta na segunda parte. Gabriel Torres empata aos 53 num golo polémico, fantasma, que corre mundo, e Roman Torres, aos 89, fez estalar a festa no país.

Ao escolhermos apenas dez, outros jogos marcantes iriam certamente ficar de fora, como, por exemplo, a final da Liga Europa, que deu mais um troféu a José Mourinho e o empate da Suécia em Itália, que afastou Gianluigi Buffon e companhia do Campeonato do Mundo. Houve ainda mais um Mundial de Clubes ganho pelo Real Madrid e por Cristiano Ronaldo perante os brasileiros do Grémio, um Roma-Lazio que terminou 3-2 e apurou o conjunto laziale nas meias-finais da Taça de Itália, e mais um embate entre Real Madrid e Bayern na Liga dos Campeões, que obrigou a prolongamento no Santiago Bernabéu (4-2).