Quando lhe perguntaram se estava tenso ou irritado, Mourinho foi claro. «Não é irritado o adjectivo certo para me definir nesta altura. A palavra certa é orgulhoso. Estou orgulhoso. De quem? De mim», disse.

«Gosto de mudar. Às vezes mudou o meu cabelo. Uma vez rapei-o, agora deixei-o crescer. Um dia vim com a barba comprida. Mas hoje estou perfeito. Gosto de mudar», prosseguiu.

Ainda com dois anos de contrato, José Mourinho também não se mostra preocupado com o futuro, quando em Itália já se especula que possa estar dependente do desfecho da eliminatória da Liga dos Campeões frente ao Manchester United.

«Deixar Itália? No futebol nunca se sabe, podemos ficar dois, três, dez anos, depende de muita coisa, afirma, para esclarecer uma ideia dúbia que tinha ficado no ar na sua conferência anterior: «Disse que daqui a 87 dias me despediria de todos, apenas porque as minhas férias não serão seguramente em Itália, mas em África, nos Estados Unidos e obviamente em Portugal. Trabalho todos os dias com o clube e o meu «staff» para planificar a próxima época e não o faço seguramente para preparar as coisas para outro treinador.»