Figura: Herrera

Que grande jogo do capitão do FC Porto. Impressionante. Surgiu como médio de transição, com mais liberdade do que Guardado para atacar, e encheu verdadeiramente o campo: defendeu, atacou, roubou bolas e até rematou para defesa atenta de Neuer. Pelo caminho fez uma abertura deliciosa que isolou Chicharito Hernández e recuperou a bola que permitiu ao México abrir o marcador.

Positivo: Lozano

O extremo do PSV mostrou-se desde muito cedo o mais irrequieto do ataque mexicano. Não é um jogador com um talento especial, mas é dinâmico, esforçado e sôfrego. Pede a bola, corre muito, tem uma vontade enorme. Por isso aos 35 minutos recebeu a bola dentro da área de Chicharito Hernández não viu mais nada: foi para cima de Ozil, tirou-o da frente e fez o golo do México.

Negativo: Ozil

Uma tarde para esquecer do criativo médio alemão. Antes de mais fica ligado ao golo do México, sendo ultrapassado por Lozano antes do extremo rematar para a baliza. Depois, e ofensivamente, nunca conseguiu criar os desequilíbrios que se impunham. É certo que tentou, fugiu da área, recebeu a bola à esquerda e à direita, mas hoje as coisas simplesmente não lhe correram bem.

OUTROS DESTAQUES:

Carlos Vela

É um caso à parte de talento nesta seleção do México. Muito rápido em condução de bola, cheio de técnica e visão de jogo, deu o toque de classe ao ataque mexicano, tendo estado ainda em várias oportunidades de perigo. Incrível como deixou Kroos para trás numa longa correria com bola.

Chicharito Hernández

Uma grande exibição, sem dúvida. Antes de mais pela assistência para o golo de Lozano, claro, mas por muito mais do que isso: Chicharito é a referência de todos os ataques da equipa, havendo sempre uma procura dele pelos colegas, para receber de costas para a baliza e lanar o contra-ataque.

Layun

Depois de uma primeira parte em que se mostrou apenas numa ou outra bola parada, surgiu na segunda parte como um foguete disparado em direção à baliza de Neuer. Apareceu várias vezes como homem mais adiantado e ficou perto de marcar duas vezes, após longas correrias com a bola.

Kimmich

O melhor da Alemanha, o que diz muito da exibição do campeão do mundo. O lateral foi a maior parte das vezes um extremo, jogando muito perto da baliza adversária e não se coibindo de entrar na área para criar superioridade. Numa dessas vezes rematou de forma acrotática a beijar a trave.

Kroos

Um livre exemplarmente marcado ainda na primeira parte, que só não foi golo porque Ochoa fez uma grande defesa a empurrar a bola contra a barra, e um outro remate muito perto do poste, já no segundo tempo, tornaram-no destaque de um jogo que pedia muito mais Kroos do que houve.