Os olhanenses tiveram de esperar 34 anos por este momento. Finalmente, aconteceu. O clube da cidade está de regresso à divisão principal e estreou-se este domingo com um nulo na Figueira da Foz o que não pode deixar de ser considerado um bom resultado para os comandados de Jorge Costa.
Nessa linha de raciocínio, o resultado castiga a equipa da casa, pelo que não fez (golos) mas valha a verdade que seria difícil augurar diferente resultado numa partida disputada a baixo ritmo, ainda com cheiro a Verão, e a intensidade própria do início de época.
Depois de um começo trepidante, com uma boa oportunidade para cada lado, a partida cedo caiu num ritmo morno, apesar de a tarde até estar fresca na Figueira. Faltava velocidade de parte a parte, apesar de alguns jogadores terem tentado ligar o turbo (Ouattara ou Zequinha e pouco mais), e só uma soberba defesa de Peiser, a remate de Zequinha, ajudou a quebrar a monotonia.
Lento e amarelado
Nesta altura, já Paulo Costa começava a distribuir cartões amarelos de forma mais rápida do que a própria sombra e isso também contribuía para quebrar o (pouco) ritmo. Sem se poder afirmar que qualquer uma das equipas tivesse ascendente sobre a outra, as oportunidades foram repartidas e o nulo ao intervalo aceitava-se perfeitamente.
Na segunda metade, mais do mesmo. Início promissor, com o perigo a rondar as duas balizas e, novamente, a finalização a trair alguns dos melhores executantes da partida. Um filme já gasto, até no pormenor de Peiser ter negado mais uma vez o golo a Zequinha e os minutos a escoarem-se, novamente, sob uma toada de equilíbrio mas com os algarvios a mostrarem-se mais perdulários.
A Naval ainda tentou um esforço final mas o atraso disparatado de Hauw para Peiser quando este já não estava na baliza, já depois de Ventura ter deixado a bola nos pés de Simplício para um golo de bandeja espelha bem que, afinal, ambas as equipas ainda precisavam de mais umas férias.