«Temos que trabalhar cada adversário, preparar cada jogo, e acho que temos possibilidade de vencer jogo a jogo», afirmou o seleccionador nacional no aeroporto, à chegada da comitiva a Portugal depois da vitória decisiva na Bósnia.
Questionado sobre qual tinha sido o momento mais difícil do apuramento, o treinador foi mais enigmático. «Não vou responder», afirmou, depois de um sorriso.
Quando lhe perguntaram se acreditava estar já no coração dos portugueses, Queiroz mostrou-se pragmático: «Valemos sempre aquilo que demonstramos no último jogo.»
Ora, Carlos Queiroz também comentou esse último jogo, frente à Bósnia, que valeu a qualificação: «Como sempre disse, maratona tem de se correr até final. A minha confiança e optimismo estiveram sempre presentes. Destaco sobretudo a aplicação dos jogadores e o apoio das pessoas que sempre acreditaram e estiveram ao lado da selecção. Quando o caminho está correcto, chegamos sempre lá.»
O seleccionador ocultou o modo como a equipa celebrou o apuramento. «Os festejos não se podem contar», disse, na Portela. «Houve festa suficiente, sobretudo com consciência tranquila. Não foi fácil, mas conseguimos», acrescentou.
«Não vamos passear»
Carlos Queiroz ainda não pensa nos possíveis adversários de Portugal, mas vai começar a preparar a fase final do Campeonato do Mundo: «Agora temos de repousar e pensar no plano de preparação da equipa. Há muitos detalhes para pôr em pé. Não vamos para a África do Sul passear, não queremos comprometer as nossas férias numa competição muito importante. Em cada decisão que tomamos, temos de ser o mais exigente possível.»
Na hora de festejar, o técnico foi questionado sobre se houve algum cumprimento especial, que o deixou mais satisfeito. «Sempre disse que o futebol ensina-nos uma coisa: os amigos e familiares são sempre os mesmos. Na hora do sucesso, os amigos cumprimentam-nos, tal como nas horas difíceis», concluiu.
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