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    Viagem ao império do Silêncio: a Coreia do Norte

    O Maisfutebol à descoberta de estórias que fazem a história do país

    Por Pedro Jorge da Cunha , Sérgio Pereira e Vítor Hugo Alvarenga2010-06-20 13:26h
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    «No passado mês de Dezembro, o Maisfutebol publicou um conjunto de trabalhos inseridos numa grande-reportagem sobre a Coreia do Norte. O nosso jornal tentou, de alguma forma, dar uma perspectiva rigorosa sobre um dos países mais enigmáticos do nosso planeta e que é, ao mesmo tempo, o próximo adversário da Selecção Nacional no Mundial.

    Pela relevância e actualidade do trabalho, iremos voltar a publicar todos estes textos ao longo do fim-de-semana. É, acima de tudo, uma viagem repleta de depoimentos corajosos e informações poucas vezes lidas ou ouvidas no mundo Ocidental.
    »

    As portas fecham-se de par em par. «Não posso dar o telefone da pessoa», ou «ele não pode falar», ou «tem familiares na Coreia e não quer sofrer retaliações». Mesmo quando se parte à descoberta do país pelo lado de fora, pelo lado dos refugiados e desertores, esbarra-se num muro de silêncio.

    Bem-vindos à Coreia do Norte.

    Ora por isso o Maisfutebol não se compromete a fazer um retrato do país. Não tem essa petulância. O que se compromete é a contar estórias que constroem a história de um país fechado sobre si mesmo, sobre o qual pouco ou nada de sabe. Pequenos episódios do futebol e da sociedade. Episódios da vida.

    Vamos lançar vários textos de uma reportagem que procura constituir-se como pedaços de um retrato da Coreia da Norte. Pedaços que falam de silêncio, receio, privações, mas que falam também de patriotismo, orgulho e deferência.

    Contaremos a história dos poucos jogadores norte-coreanos no estrangeiro, mais a história do maior estádio do mundo e a história de um estranho grupo de apoio à selecção norte-coreana. Falámos com um evadido, com um professor ocidental em Pyongyang e com uma fadista que encantou os coreanos.

    Mas há mais, claro. Há Kim Jong-il, o Querido Líder coreano, por exemplo. Há Kim Jong-il e todas as suas loucuras de afirmação de força, também no desporto. Há enfim uma mão-cheia de pinceladas de um país que o mundo não consegue conhecer como devia pela razão mais parva: porque não o deixam. Boa viagem.

    «Vivem no vazio do pensamento»

    O estranho grupo de apoio do bondoso nigeriano

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    «Deficientes não podem viver em Pyongyang», conta desertor

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