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    Villa e o Espanha-Portugal: «Mais aliciante que isto não há»

    Avançado diz que a Espanha deve ser fiel ao seu jogo

    Por Nuno Travassos , enviado-especial à África do Sul2010-06-28 19:07h
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    David Villa mostra-se entusiasmado com o duelo entre a Espanha e Portugal. O avançado destaca a «rivalidade saudável» que existe entre as duas selecções, e lembra que estes são os desafios que todos os jogadores gostam de disputar.

    «É muito atractivo para nós ganhar a Portugal, assim como será para eles ganhar à Espanha. Quem perder vai para casa. Mais aliciante que isto não há», disse o jogador, na sala de imprensa do Estádio Green Point.

    O avançado espera um adversário «nem muito ofensivo nem muito defensivo», mas diz que o mais importante é a selecção espanhola apresentar o seu futebol tradicional: «Têm jogadores muito bons na defesa. É um dos seus pontos fortes. Temos de tentar fazer o nosso jogo de ataque. Ter a bola. Se tivermos as ocasiões que criámos contra as Honduras e contra a Suíça, conseguiremos marcar.»

    Villa lembra que a Espanha «tem alguns dos melhores jogadores do mundo», mas garante que a equipa sabe que «a força é o colectivo». Também por isso o jogador deixa para segundo plano a luta pelo título de melhor marcador do Mundial, embora já tenha apontado três golos. «O objectivo é ajudar a equipa a chegar à final. Os prémios individuais são bonitos, e também são festejados pelo colectivo, mas a minha preocupação é ajudar a selecção a chegar à final.»

    Fernando Torres continua em branco, e não tem estado particularmente inspirado, mas o colega sai em sua defesa. «Não concordo que ele esteja a render pouco. O único problema é não ter marcado, mas o seu trabalho tem sido espectacular. Há um mês estava lesionado no joelho, e fez um grande esforço pela selecção. Não está a ter sorte, mas se continuar a trabalhar assim o golo aparecerá», acredita Villa.

    Ao contrário de muitos outros jogadores, neste Mundial, o avançado não tem o futuro em aberto. A transferência para o Barcelona ficou acertada ainda antes de começar o torneio, e por isso a cabeça está tranquila. «Era importante resolver as coisas antes de vir. Mas a nível colectivo não creio que interfira, pois os meus colegas estão sempre tranquilos, concentrados na selecção. Essas questões aparecem em todas as selecções. Os jogadores sabem que estão num palco único e histórico.»

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