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    Gattuso diz adeus: agora quem rosna e faz de mau?

    Médio despede-se e deixa um rasto de destruição pelo caminho

    Por Redacção , RG2010-06-12 13:19h
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    O internacional italiano Gennaro Gattuso anunciou este sábado que, depois do Campeonato do Mundo, vai deixar a «squadra azzurra» e, desta forma, abrir espaço para os jogadores mais jovens. Visivelmente emocionado, Rino - significa «aquele que rosna» - falou de um sonho: quer voltar como seleccionador.

    «Vestir esta camisola é a coisa mais bela que podia fazer. Mas a chegar aos 33 anos é justo deixar espaço para os mais jovens. Com este mundial encerro aqui o meu capítulo como azzurro e fico apenas com um sonho: poder um dia voltar como seleccionador», destacou em conferência de imprensa, depois de um longo período de silêncio. «Dá-me um pouco de fastio ouvir certas coisas. Porque nós, os jogadores, não falamos de política. Cada vez que há um evento internacional temos de falar de futebol. Existe uma intenção de nos manipular e isso não combina comigo», acrescentou Rino, um homem com uma carreira polémica, devido essencialmente a um estilo de jogo excessivamente agressivo, espelho da própria personalidade.

    Outra explicação para o silêncio de Gattuso é o nervosismo que o experiente médio assume sem problemas a dois dias do primeiro jogo com o Paraguai. «O ano passado, com a lesão no joelho, joguei muitas vezes com anti-inflamatórios, com dores. Aqui sinto-me importante. Sinto-me um do grupo. Não sei se vou jogar segunda-feira, mas estou disponível para dar uma mão ao grupo. Quando ganhámos na Alemanha [Mundial-2006], ganhámos porque éramos 23 com uma única cabeça», destacou.

    Quanto ao futuro no Milan, Gattuso deixou tudo em aberto. «Este não é o momento para falar sobre esse tema. Tenho ainda mais dois anos de contrato, mas não é uma questão de dinheiro, graças a Deus e ao Milan já ganhei muito», destacou o médio que tem uma proposta para, tal como Fabio Cannavaro, rumar aos Emirados Árabes Unidos.

    Ao longo da sua careira, Gattuso destacou-se pela raça e determinação que coloca em campo ao serviço da equipa, tanto no Milan, onde joga desde 1999, como na selecção italiana onde acumulou 70 internacionalizações, tendo como ponto alto a conquista do último Campeonato do Mundo.

    Gattuso, a máquina de porrada em imagens:



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