Paulo Bento, treinador do Sporting, após a vitória frente ao P. Ferreira, 5-1, em jogo da 3ª jornada da terceira jornada da Taça da Liga. Os leões passaram às meias-finais da prova:
Acha que o grupo provou que não ficou afectado pelo que se passou com Grimi?
«Não precisava deste jogo para saber isso. Penso que, em alguns momentos, há uma vontade externa de que o grupo fique afectado e de que exista alguma situação que nos afecte. É mais uma vontade externa que do grupo. O assunto está resolvido e não vamos deixar cair o jogador. Não posso dar certezas, mas há grandes probabilidades que jogue na Madeira.»
Ficou satisfeito com os jogadores que costumam jogar menos?
«Sim. Fiquei satisfeito com a equipa, porque neste jogo e com o Rio Ave conseguimos dar ritmo a alguns jogadores. Houve alterações nos dois jogos, mas a equipa manteve a sua organização. Foi consistente nos dois encontros. Hoje foi melhor em termos defensivos.»
Liedson marcou três golos. Acha que atingiu o seu pico de forma ou pode oferecer mais?
«Está bem. Pode dar mais. Não nos devemos contentar com o que temos feito. Devemos procurar evoluir e nós tentamos dar estabilidade aos jogadores para manterem a forma e não terem picos. Não é esse o objectivo.»
Daniel Carriço parece ter ganho um lugar na equipa. A melhor dupla de centrais é constituída por Polga e Carriço?
«O Sporting tem de convocar um determinado número de jogadores. O Tonel veio de uma paragem grande e fez 90 minutos na quarta-feira. Achámos melhor não o metermos a jogar e conseguimos dar minutos ao Abel, que se magoou contra o Marítimo. O jogo permitiu, ainda, fazer descansar Moutinho. O que fizemos foi uma gestão do grupo. O Sporting tem uma boa organização defensiva, que se mantém mesmo com alterações. Contamos com Tonel, que continuará a trabalhar.»
O que achou de Ricardo Batista? E de Vukcevic? A par de Liedson também está a melhorar?
«O Ricardo até entrou bem no jogo, confiante e seguro. Depois do erro houve um momento em que se precipitou, mas na segunda parte recuperou a confiança. Estamos satisfeitos. Veremos quando poderemos conceder-lhe outra oportunidade. O Simon¿ são questões individuais que queremos que estejam dentro da nossa organização. Tem talento e potencial e, a trabalhar como agora, pode dar-nos algo mais.»