O passivo da SAD continua a aumentar. No relatório e contas aprovado por unanimidade esta segunda-feira, a SAD do Benfica apresentou um passivo de quase 152 milhões de euros (151.860.213), o que significa um crescimento de 26,1 milhões (20%) em relação o último exercício.
Apesar das más notícias, o vice-presidente, Rui Cunha, fala em contas «extremamente positivas, pois pela primeira conseguiu apresentar resultados operacionais positivos (cerca de 3,716 milhões de euros). «Se tivéssemos aceite as propostas para determinados atletas teríamos um valor melhor, mas não o fazemos por uma questão estratégica, porque não queremos perder jogadores fundamentais», referiu, em declarações citadas pela agência Lusa.
«O passivo bancário aumentou cerca de 14 milhões de euros, devido ao financiamento do centro de estágio e do reforço do plantel», explicou, sabendo que as dívidas a curto prazo aumentaram de cerca de 58 milhões para cerca de 101. Por outro lado, o activo líquido passou de 138 milhões para 163 milhões, num ano em que foi construído o centro de estágio do Seixal.
Rui Cunha explica: «Os custos do centro de estágio aparecem em imobilizado em curso, porque o exercício acabou em 31 de Julho e a inauguração foi posterior. O imobilizado só é amortizado na altura em que é utilizado. Chegamos ao final do exercício com apenas cerca de um milhão de euros de prejuízo, que se explica pela criação de uma série de provisões de carácter excepcional».
Dado muito positivo foi a participação na Liga dos Campeões, que rendeu 15,861 milhões de euros. «É inequívoco que isso foi fundamental. É fundamental para o sucesso do Benfica estar sempre na Liga dos Campeões. Estou muito crente que isso vai acontecer», explicou, desejando que a equipa volte a alcançar os oitavos-de-final, até porque os gastos com o pessoal, incluindo os futebolistas, aumentaram cerca de cinco milhões de euros.