O jornal argentino La Nacion publicou, nesta quarta-feira, uma extensa entrevista com Lisandro López. O avançado do F.C. Porto fez um balanço da sua vida em Portugal, desde a sua chegada em 2005. Os dragões compraram, recentemente, os restantes 50 por cento do passe do jogador, por cerca de 4,5 milhões de euros. Lisandro mostra-se satisfeito pela continuidade. Aqui fica um resumo da entrevista de «Licha»:
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Hospitalidade portuguesa: «Aqui são hospitaleiros, a cidade tem pouco mais de um milhão de habitantes e, quando cheguei com o Lucho, gostámos logo do Porto, porque tem tudo, rio, mar, praias, partes antigas, museus, etc. Pode formar-se uma fila infernal de trânsito, mas também são capazes de travar a fundo para deixar passar um peão.»
Simpatia de taxista: «No início, eu e o Lucho ficámos num hotel e o clube deu-nos um carro. Certa vez, vínhamos de um treino já de noite e perdemo-nos por completo. Parámos num semáforo, pedimos direcções a um taxista e ele disse para o seguirmos: Foram 20 minutos, mas quando vimos estávamos à porta do hotel. Foi uma atitude incrível. Quando vamos comer, prepara-nos sempre uma mesa especial. Mas, nas ruas, não são de começar aos gritos, dizendo: 'Ei, dá-me a tua camisola!'. Cumprimentam-nos e seguem em frente.»
Cristiano Ronaldo: «É terrível o que acontece aqui com o Ronaldo. É como com o Messi na Argentina. É o maior ídolo da actualidade. Tivemos Eusébio, Figo, Rui Costa, mas hoje em dia Cristiano Ronaldo está em todo o lados, nos cartazes, nos anúncios de televisão, etc. Até o vês na sopa!»
Evolução em Portugal: «Estou a viver sozinho e de quando em vez sou visitado por família e amigos, que ficam cá dez a quinze dias. Aprendi uma língua nova e também já sei cozinhar algumas coisas, mas normalmente safo-me porque acaba por cozinhar alguma das esposas dos jogadores argentino. Desportivamente, também aprendi, tive dois técnicos com tácticas diferentes, os treinos são muito diferentes dos argentinos e conheci outra idiossincrasia, porque tive de jogar com um russo, com um polaco, com um marroquino, etc.»
Liga dos Campeões: «A Liga dos Campeões é espectacular, ficamos com pele de galinha, os estádios explodem. Este ano jogámos na Turquia, com o Besiktas, e juro que nunca tinha visto nada assim, nem mesmo na Argentina. Havia uma onda de pressão no estádio, as pessoas estavam loucas, possuídas. No ano passado, jogámos contra o Chelsea, com Shevchenko e Drogba no ataque, e não acreditava que os estava a defrontar. Lembro-me de estar em casa, vendo os golos de Shevchenko no Milan. Foi um impacto para mim estar a jogar contra um monstro assim. Troquei de camisola com o Drogba, mas tive de ser eu a pedir.»
Liga portuguesa: «A Liga portuguesa não tem a dimensão da inglesa, italiana ou espanhola, tem menos marketing. Mas penso apenas em continuar aqui, cumprir, manter este nível, porque sei que, um dia, vou poder marcar golos na selecção argentina.»