Impressionante! Uma grande final, ao nível do que o conjunto atleticano prometera fazer, para tentar virar o mau resultado do jogo 1, no Paraguai.

O At. Mineiro sucede a Corinthians (2012), Santos (2011), Inter de Porto Alegre (2010) e Estudiantes (2009) como campeões sul-americanos, ao derrotar, nas grandes penalidades o Olimpia (2-0 nos 120, 4-3 no desempate).

Um jogaço, pleno de emoções, com um ambiente electrizante, a empurrar o Atlético Mineiro para uma viragem improvável.

Até hoje, só por uma vez, e em 1989, numa final da Libertadores, a equipa que perdeu 0-2 o primeiro jogo conseguira obter o título.

No primeiro tempo, o At. Mineiro fez de tudo para chegar ao golo, mas deparou-se com um Olímpia muito organizado e a defender bem.

Os 60 mil atleticanos no Mineirão bem gritavam «Eu Acredito». A equipa de Cuca tentava. Começou cedo a atacar, a procurar a felicidade, mas o golo não aparecia.

Nas redes sociais, os adeptos iam pedindo a Ronaldinho, Tardelli, Bernard e Jô: «Tentem o ataque, mas sem desesperar».

O pedido parecia racional, mas era difícil de cumprir. O tempo passava e os 2-0 obtidos pelo Olímpia na primeira mão pareciam cada vez mais difíceis de cumprir.

Os primeiros momentos após o intervalo mudaram esta perceção. E trouxeram grande esperança aos atleticanos.

Jô concretizou da melhor forma a oportunidade nascida num canto e levou o Mineirão ao êxtase.

Já «só» faltava um golo para o Galo empatar a final. O Olímpia, muito seguro a defender no primeiro tempo, tremeu um pouco. E depois daquela bola à trave, aos 59, após cabeceamento de Leonardo Silva, os mineiros acreditaram ainda mais.

Mas a formação paraguaia foi aguentando, fruto de uma organização defensiva muito sólida.

Para refrescar as peças e gerir o tempo, o técnico do Olimpia foi accionando as alterações, ao longo do segundo tempo.

A arte de Ronaldinho e Bernard foi-se mostrando, mas Tardelli e Jô não estavam com a pontaria afinada.

Até que Bernard assinou um dos momentos mágicos da noite, ao fazer a assistência para o golo de Leonardo Silva. 2-0, final empatada, loucura no Mineirão.

No prolongamento, o sinal mais continuou a ser do At. Mineiro, mas já sem o fôlego dos primeiros 90 minutos. A maior organização tática do Olimpia voltou a notar-se e o Galo, exausto, passou a ser só vontade.

Mas isso já era muito, para o ponto que o At. Mineiro chegou.

Nas grandes penalidades, a sorte estava do lado brasileiro. Logo na primeira tentativa, Miranda falhou. Os atleticanos passaram incólumes (Alecsandro, Jô, Guilherme e Leonardo Silva) e depois Gimenez atirou à barra.

Foi a loucura no Mineirão, claro.

Cuca, um homem de fé, entrou para a história do futebol brasileiro. Mais de 40 anos depois do título brasileiro, o Galo foi campeão sul-americano.