Tiago Apolónia, Marcos Freitas e João Monteiro estiveram muito perto de fazer história em Londres. O trio de mesa-tenistas portugueses foi derrotado pela fortíssima composição da Coreia do Sul, número 2 do ranking mundial, por 3-2 e ficou a um set das meias-finais dos Jogos Olímpicos!

Durante três horas, os três atletas tiveram o mérito de por o país abraçado em redor de uma mesa de «ping pong», um termo carinhoso para a modalidade. Não é pouco, longe disso. Há duas semanas seria, de resto, impensável.



O sonho de uma medalha esteve mais perto do que nunca. O ténis de mesa nacional mostrou estar ao nível dos melhores do mundo e, de repente, todas as esperanças portuguesas caíram sobre os ombros de três jovens praticamente desconhecidos.

A tarde não começou bem. Tiago Apolónia (34º ranking mundial) perdeu por 3/0 em sets (11-13, 6-11 e 9-11) contra Sangeun Oh (11º), mas logo a seguir Marcos Freitas (31º) encarregou-se de comprovar que Portugal não estava nesta fase da prova por acaso.

O esquerdino madeirense arrasou Joo Saehyuk (10º) também em quatro parciais (16-14, 11-6, 6-11 e 11-7), antes de mais um momento inesquecível no duelo de pares. A Seleção Nacional apresentou a dupla Tiago Apolónia/João Monteiro (39º) e o resultado, absolutamente surpreendente, deixou Portugal de lágrimas nos olhos: 6-11, 10-12, 11-7, 11-8 e 11-7.

João Monteiro perdeu depois perante Joo Saehyuk por 1/3 (11-8, 6-11, 4-11 e 10-12) e ficou a faltar um bocadinho para a glória. Esse pedaço apoteótico teria de ser servido por Marcos Freitas no quinto e decisivo confronto. Ryu Seungmin («apenas» campeão olímpico em 2004 e 17º mundial), mostrou-se demasiado forte e venceu por 3/1 (11-5, 11-6, 9-11 e 11-3).

Tiago Apolónia, Marcos Freitas e João Monteiro: vale a pena decorar estes nomes e, mais relevante do que isso, apoiá-los em tudo, no presente e no futuro.