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P. Ferreira-Feirense, 3-1 (crónica)

Mais um saltinho de «castor» com uma mãozinha de Stopira

Por Redacção , Sérgio Pires2012-02-12 18:39h
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Com dez pontos nos últimos quatro jogos, o P. Ferreira conseguiu dar um salto enorme na classificação, afastando-se a cada jogo o espectro da despromoção. Desta vez a vítima foi o Feirense, que fez muito pouco no segundo tempo para chegar ao empate e acabou por ver a equipa da casa, com duas estreias a marcar, consumar o triunfo em cima do apito final.

O jogo começou com a festa do golo e acabou com «olés», mas pelo meio sobrou sofrimento para o P. Ferreira de Henrique Calisto, que, depois de desiludir durante boa parte da época, é uma das grandes surpresas da segunda volta. A saber: em sete jogos em 2012, esta equipa perdeu apenas o primeiro, levando já cinco vitórias consecutivas (três delas para a Liga).

Confira a ficha do jogo

Esta tarde, perante um adversário da sua igualha, o Paços nem precisou de muito para se adiantar no marcador... Bastou uma mão de Stopira, na área, que valeu grande penalidade convertida por Manuel José, que leva quatro jogos consecutivos a marcar.

O capitão aproveitou o lance infantil do adversário para se adiantar no marcador, mas o jogo acabou por exigir muita maturidade aos pacenses para gerirem o resultado. Sem grandes oportunidades de parte a parte, a equipa de Henrique Calisto soube sobretudo congelar a bola no meio-campo e não cair no erro de procurar o 2-0 a todo o custo, ante uma formação feirense em que a velocidade de jogadores como Ludovic valia contra-ataques perigosos.

Michel Lugo estreia-se a marcar...

Certo é que mesmo sem criar grandes oportunidades o Paços acabaria por voltar à carga e a ser feliz. Michel Lugo, que até mereceu uns assobios por nem sempre aproveitar o espaço que tinha à sua frente para contra-atacar, teve direito a palmas, quando aos 35 minutos soube aguardar ao segundo poste e aproveitar um canto bombeado de Manuel José para usar a cabeça e atirar para o segundo golo pacense.

A vencer por 2-0 sem fazer mais do que controlar o jogo, o Paços parecia ter o jogo a caminho de uma fácil resolução, porém, não foi isso que aconteceu de imediato. Antes do intervalo o Feirense, cujo meio-campo apenas funcionou em algumas transições rápidas ao longo dos 90 minutos, aproveitou uma precipitação do recém-entrado Ricardo, que derrubou na área Buval, para reduzir.

...E Christian imita Michel Lugo

Foi com a margem mínima e sem margem de erro que os pacenses encararam o segundo tempo. Certo é que do outro lado faltava em discernimento o que sobrava em vontade e quando a ordem das coisas não era esta aparecia Cássio para livrar o Paços do perigo. Foi assim, com demasiada luta a meio-campo e sem grande criatividade ofensiva que o jogo se arrastou para o final.

Até que em cima do minuto 90 Luisinho se cansou do ritmo «tem-te não te caias» com que a formação pacense segurava a magra vantagem e decidiu romper pela esquerda, numa jogada extraordinária em que acabou com um cruzamento a pedir a emenda vitoriosa do ex-júnior Christian, que assim estreou-se a marcar pelo Paços.

Destaques: Manuel José (outra vez) foi a estrela do jogo

Bem pode dizer-se que o Paços deu mais um salto de «castor» na tabela classificativa. Depois de um início de época decepcionante, ao terceiro treinador (depois das saídas de Rui Vitória e Luís Miguel) a formação pacense parece finalmente encarreirar: apenas perdeu um dos sete jogos neste novo ano e vem de uma sequência de cinco vitórias (duas para a Taça da Liga e três para a Liga).

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