«Os sucessos de 1989 e 1991 deixaram um legado de conceitos, atitudes, postura e comportamentos», afirmou Queiroz em declarações à Agência Lusa: «Introduzimos o conceito de formação profissional no futebol português e nas selecções nacionais. Mas também deixámos um legado técnico que sustentou, durante muitos anos, aqueles que foram os sucessos da selecção principal.»

O seleccionador fala num segredo «simples» para os sucessos da altura. «Se eu o revelar, as pessoas não vão acreditar, por pensarem que se trata de algo muito simples, trabalho sério e inovador. A verdade é que os títulos só foram alcançados porque foi feito um enorme investimento em trabalho, sem ter medo de fazer diferente e de procurar fazer melhor», revela.

«Sempre disse aos jogadores que se estivéssemos melhor preparados que os adversários teríamos maiores probabilidades de vencer», explica, recordando em seguida as emoções vividas há 20 anos.

«Não há forma de comparar aqueles dias com qualquer outra competição, troféu ou sucesso nas nossas vidas», afirma, lembrando que Riade foi o culminar de quatro anos de «trabalho árduo, de muitos jogos, treinos e estágios»: «Estávamos no momento com que todos tínhamos, no nosso íntimo, sonhado.»

Queiroz recorda como antes da final, frente à Nigéria, lembrou aos jogadores, depois de revelar o onze inicial, que um Campeonato do Mundo «é algo que pode apenas acontecer uma vez na vida de uma pessoa e de um atleta. «Recordei-lhes que já conhecíamos a Nigéria e que tínhamos qualidades para os voltar a derrotar. Disse-lhes que não se podem perder oportunidades como aquela que se nos deparou e pedi-lhes que se divertissem», lembra, para concluir: «Lembrar o Mundial de Riade e, em particular, o dia da final, é recordar momentos memoráveis da vida privada e profissional de todos quantos fizeram parte daquela selecção.»

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