O órgão máximo do futebol português recorda que «o estádio do Oliveirense está licenciado para receber jogos de uma competição Professional e nunca foi levantada qualquer objecção por parte dos clubes que ali se deslocam».
A FPF lamenta, assim, «algumas posições públicas sobre esta matéria, nomeadamente as do treinador Jesualdo Ferreira». O F.C. Porto, também em comunicado, tinha acusado a FPF de ter dois pesos e duas medidas por ter marcado o jogo para um campo sem condições dias depois de ter criticado o relvado do Bósnia-Portugal. Os dragões criticam ainda a FPF por apenas «defender os jogos das suas selecções e descurar os dos clubes que lhes fornecem jogadores».
A FPF, e em particular o seu presidente, Gilberto Madail, defendem, no entanto, que «nunca exigiram que o Bósnia-Portugal fosse disputado noutro estádio. Antes lamentaram as fracas condições da infra-estrutura e do relvado». Além disso, acrescenta o comunicado, «a diferença entre essa situação e esta é que o estádio onde se realizou o Bósnia - Portugal não estava licenciado pela UEFA, ao passo que o estádio da Oliveirense está licenciado para receber jogos de uma competição profissional».
«Todas as condições de segurança para o jogo foram garantidas pelas forças de ordem e pela FPF. De resto, é preciso lembrar que muitos outros jogos de várias eliminatórias da Taça de Portugal se disputam em estádios de condições idênticas ou até inferiores. O FC Porto e outros clubes profissionais sabem que esta competição pode implicar deslocações a estádios de clubes de escalões e condições inferiores», destaca ainda a FPF.
No último ponto do comunicado, a federação compromete-se a «procurar uma solução
que esteja de acordo com os interesses dos dois clubes e que respeite a regulamentação vigente».
Comentar este artigo

