«O Sporting, principalmente Paulo Bento, está a desenvolver um excelente trabalho, concedendo oportunidades a jovens, que, por sua vez, também as estão a aproveitar. Outras equipas, como o F.C. Porto, Benfica ou Sp. Braga também lançam, ainda que com maior dificuldades, pois por vezes ainda se prefere contratar jogadores estrangeiros do que apostar nos jovens», destacou o seleccionador.
No mesmo sentido, o treinador manifestou-se favorável a uma legislação que limite o número de estrangeiros a actuar em Portugal. «Nós, ao contrários de outras selecções, temos menos opções, pois há 51 por cento de jogadores estrangeiros em Portugal, o que dificulta. Nesse sentido também se deveria mudar alguma coisa nas leis», defendeu.
Em relação à possibilidade de Gilberto Madail não se recandidatar à presidência da Federação Portuguesa de Futebol, como consequência da eventual não aprovação da Lei de Bases, Scolari espera que isso não se venha a verificar. «Claro que quero que continue. Gosto dele, sou seu amigo e penso que é um excelente presidente, conforme demonstram os resultados financeiros e desportivos. Se não continuar perde-se muito, mas isso também não depende da minha vontade. Agora, por mim, é certo que continuaria por mais oito ou dez anos. Sem o presidente fica mais difícil», destacou o técnico que tem uma cláusula no seu contrato que permite a sua saída, caso haja uma mudança na direcção.
Scolari falou ainda na possibilidade de
vir a dispensar alguns jogadores para a Selecção de sub-21 que, no início de Outubro, vai disputar com a Rússia o play-off
de acesso à fase final do Europeu da categoria. «Há um ou dois jogadores que são mais importantes, principalmente para esses
dois jogos com a Rússia, ainda por cima com a hipótese de qualificação para o Europeu e, depois, para os Jogos Olímpicos»,
referiu.
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