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10 da secção "Selecção"
2008-09-02 14:23h

Carlos Queiroz: «Não há margem para erros, não há tempo a perder»

Seleccionador Nacional quer chegar a Dezembro na liderança do grupoPor Catarina Machado
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Carlos Queiroz quer entrar com o pé direito na fase de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2010, onde, no seu entender, «não há margem para erros e não há tempo a perder», até porque já «ninguém terá pachorra para explicações» sobre o que corre mal. O seleccionador foi, aliás, muito claro na conferência de imprensa desta terça-feira, em Óbidos, quanto aos objectivos de Portugal, que passam, inequivocamente, pela liderança do grupo A.

«Há que começar e acabar bem, mas acabar é mais importante. A qualificação é uma competição curta e, de facto, não há margem para erros e não há tempo a perder. Só há uma coisa a fazer, que é prepararmo-nos bem e fazer tudo para somar seis pontos nesta dupla jornada», começou por dizer Carlos Queiroz, na primeira abordagem aos encontros com Malta, fora, no próximo sábado, e Dinamarca, em Alvalade, na quarta-feira seguinte.

Mas é o primeiro adversário quem concentra as atenções do treinador nacional, precisamente por ser a estreia. «A melhor coisa para fazer uma boa qualificação é pensarmos primeiro em Malta e só depois na Dinamarca. Cada dia, cada jogo, cada problema...», justificou.

«Alerta total»

Doze pontos são a soma que Portugal espera fazer em Dezembro, altura em que terá realizado quatro jogos - Malta, Dinamarca, Suécia (fora, a 11 de Outubro) e Albânia (casa, a 15 de Outubro). Uma totalidade de vitórias que Carlos Queiroz associa à meta de liderar o grupo A. «A Dinamarca, a Suécia e Portugal são aqueles que, teoricamente, vão lutar pelo primeiro lugar. Temos de estar bem preparados, pois a única coisa que interessa é o primeiro lugar.»

A qualificação passa, igualmente, pela necessidade de Portugal estar em «alerta total», pois, avisou o seleccionador, no futebol nem sempre se distinguem «equipas grandes e pequenas».

«Aqui não se trata de fazer o melhor para ter sucesso. Nós temos de ter sucesso e temos de fazer o que for necessário. Conhecemos Malta, eles vão tentar surpreender-nos em contra-ataque e nós temos de marcar», perspectivou, lembrando, ainda, a necessidade de «pensar e executar mais rápido» que os outros, o que associado a bom futebol torna «maiores as possibilidades de vencer».
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