A ausência de Ronaldo, por lesão, marcou o arranque da «Operação Bósnia». O «vai-que-não-vem» perturbou os primeiros dias de trabalho, mas depois regressou a tranquilidade à Praia d¿El Rey. O capitão da equipa das quinas é uma «baixa» de peso, é certo, mas o plantel tem alternativas de qualidade para eliminar a Bósnia.
O adversário não é nenhum colosso do futebol mundial, mas merece todo o respeito. Nomes como Dzeko, Ibisevic, Misimovic, Pjanic já mostraram o suficiente para justificar toda a atenção. Para ultrapassar esta última barreira na caminhada para o Mundial, a Selecção Nacional vai ter de mostrar um colectivo forte. Daí que o discurso de Queiroz, na antevisão do encontro, se tenha baseado muito num pronome pessoal.
O seleccionador repetiu várias vezes a palavra «nós», para fazer passar duas mensagens. Em primeiro lugar, é preciso deixar de lado a ausência de uma unidade (Ronaldo), por mais valiosa que seja, para enaltecer o valor do colectivo. Depois, é importante ser fiel às próprias virtudes, e demonstrá-las em campo, para que os pontos fortes e fracos do adversário passem para segundo plano.
Duda e Veloso lutam pela principal dúvida
Para formar esse «nós» forte, Queiroz conta com o apoio do público da Luz e com a inspiração do «onze» que eleger. Sem Bosingwa, lesionado, deve ser Miguel a ocupar a lateral direita. A ausência de Pedro Mendes, pelos mesmos motivos, permitirá a Bruno Alves recuperar a titularidade, com Pepe a voltar ao meio-campo. É na lateral esquerda que está a principal dúvida: Duda tem sido o preferido de Queiroz, mas Miguel Veloso esteve em evidência no último compromisso da equipa das quinas. Com ou sem «festinhas na cabeça», Nani deve ser titular, ocupando o lugar de Ronaldo.
Equipas prováveis:
PORTUGAL: Eduardo; Miguel, Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Veloso; Pepe, Meireles e Deco; Nani, Liedson e Simão Sabrosa
BÓSNIA: Supic; Jahic, Spahic, Nadarevic; Muratovic, Rahimic, Ibricic (Pjanic), Misimovic,
Salihovic; Dzeko e Ibisevic
Comentar este artigo
