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Agostinho Oliveira sublinha: «Queiroz ainda é o seleccionador»

Treinador assume mossa criada, mas quer sossegar o grupo

Por Pedro Jorge da Cunha2010-09-02 13:31h
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Agostinho Oliveira sublinhou várias vezes a palavra «ainda» ao longo da conferência de imprensa. O responsável técnico da selecção no início da qualificação para o Europeu insistiu na necessidade de lembrar a existência de uma figura que «ainda é o seleccionador nacional».

«A convocatória é da responsabilidade do Carlos Queiroz e do Agostinho Oliveira. O Carlos ainda é o seleccionador nacional. Nesta altura não está cá. Estou a tentar fazer o trabalho dele da melhor forma possível», referiu Agostinho Oliveira, falando descomplexadamente sobre a situação disciplinar de Queiroz.

«O grupo de trabalho não tem nada a ver com essa situação. Isso cria alguma mossa, mas o importante é dar continuidade ao nosso trabalho. Tentei fazer com que os jogadores ficassem longe da polémica. Este não é o momento mais complicado da minha carreira. Sinto-me bem na federação e é aqui que quero estar. Ocupo este cargo com todo o carinho.»

«O piloto automático sou eu»

Não era necessário, mas Agostinho recordou o seu «largo historial nas selecções jovens», de forma a sossegar os menos crentes. «90% deste jogadores passaram pela minha mão, já nos sub-21. São personalidades que eu compreendo e conheço. Isso facilita o meu trabalho», assegurou o treinador.

Nuno A. Coelho, Sílvio e Paulo Machado: uma retaguarda forte

Primeiro o Chipre, depois a Noruega. Em ambos os jogos Portugal assume o favoritismo, sem qualquer tipo de inibição. Agostinho Oliveira exige ambição e recorda a existência de uma linha de pensamento traçada há vários anos, em conjunto com Carlos Queiroz.

«Esta jornada dupla é imensamente importante. Está em causa o Campeonato da Europa. Fizemos uma convocatória alicerçada no trabalho feito nos últimos tempos, em sintonia com a equipa B e os sub-21. Não temos um país grande, mas com uma estrutura bem montada conseguimos ter uma retaguarda forte», explicou Agostinho Oliveira, dando como exemplo os nomes de Nuno André Coelho, Sílvio e Paulo Machado, embora este último. Esteja apenas de prevenção.

«Chipre é uma equipa certinha e equilibrada»

O Chipre já não aquela equipa que se limitava a fazer cócegas ao adversário, assegura Agostinho Oliveira. Os homens do Mediterrâneo têm um conjunto «certinho e equilibrado», e ainda beneficiam do bom trabalho que está a ser feito em alguns dos clubes do país.

«Todos os jogadores trabalham bem a bola e conhecem-se muito bem. No Omonia, por exemplo, estão seis jogadores. Isso facilita o entrosamento da própria equipa». Ainda assim, o treinador reconhece que espera mais dificuldades na Noruega do que nesta primeira partida, principalmente pela forma como os escandinavos aproveitam «os lances de bola parada».

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