Entre a vitória no Dragão e o desafio na Alemanha, frente ao Schalke, Marco Silva lembrou que o Sporting ainda está muito distante

O treinador deixa algumas pistas.

Fala em coesão e em jogadores que crescem. Refere também a velocidade a que isso acontece, o ritmo forte imposto pelas competições, que obriga a jogar bem e ganhar.

Uma equipa com a média de idades que o Sporting apresenta só pode ter futuro. Basta pensar em jogadores como Cédric, Paulo Oliveira, Jonathan Silva, William, João Mário, até Adrien e Carrillo. 

Com bom trabalho, tranquilidade e ausência de sobressaltos, acredito que isso acabará por acontecer.

O que se viu no Dragão é um exemplo disso mesmo.

A equipa foi coesa. Ser coeso significa saber estar no relvado, dar um pouco mais pelo colega do lado.

Além da coesão, que lhe foi oferecida sobretudo pelo bom trabalho do meio-campo e pela inteligência tática de Nani, o Sporting demonstrou capacidade para gerir o ritmo do jogo.

Decidir a coisa certa. Ficar, manter a bola, correr, tocar, fazer falta. O futebol é uma sucessão arrepiante de pequenas-grandes decisões. As próprias, as dos colegas e as dos adversários.

No Dragão, o Sporting esteve quase sempre confortável. Tinha tudo preparado e confiança de que conseguiria lá chegar.

Este Sporting não existia há dois anos. Começou a ser prometido por Leonardo Jardim. Hoje é uma realidade.

Ver o Sporting vencer o FC Porto, no Dragão, já não é assim uma surpresa tão grande. E esse é o melhor elogio que se pode fazer à equipa de Marco Silva.

Apesar de jovem, o treinador compreende o essencial: no futebol nada existe para sempre. Eliminar o FC Porto foi excelente, mas já passou. O caminho é duro.