É a Região de Turismo Verde Minho (RTVM) que faz essa estimativa do aumento de 20 por cento da capacidade hoteleira, segundo dados citados pela Lusa, notando ainda que os adeptos estrangeiros permanecem em média uma noite no país - não só em Braga, mas também no Porto, por causa dos voos «low cost».

A equipa que levou mais adeptos à cidade, cerca de dois mil, foi o Standard Liége, seguida dos ingleses do Portsmouth e dos alemães do Wolfsburgo, adversários da equipa de Jorge Jesus na fase de grupos.

É nos cafés e restaurantes do centro histórico das cidades que os visitantes se concentram. E os belgas foram uma bela surpresa. «Sou sincero, não fazia ideia que era possível facturar tanto num só dia», conta Luís Pinheiro, proprietário do café-restaurante Astória, à Lusa.

«Ficámos surpreendidos porque os anteriores, os ingleses e os alemães, não vieram para gastar dinheiro, mas apenas para ver o futebol», nota, estabelecendo o contraste com os adeptos do Standard: «Foram totalmente diferentes, vieram para desfrutar: do clima, da gastronomia e essencialmente dos copos.»

Ali ao lado, no Café Vianna, Artur Pereira até passou a ligar ao futebol. «Só em venda de cerveja posso dizer que se vende 90 ou 100 por cento mais. Os ingleses até partiram umas coisas, mas não foi vandalismo. Beberam foi muita cerveja logo de manhã e depois puseram-se em cima das mesas e cadeiras, mas já são muito velhinhas e quebraram», ri-se o empresário: «Nos dois dias que eles costumam ficar vendo mais de 1000 litros de cerveja. Até faço questão que se divida (com o vizinho Astória), porque se não é muita gente para um só.»

Luís Pinheiro resume o impacto da caminhada europeia do Sp. Braga numa ideia: «É tão importante como isto: eu não ligava 'puto' ao futebol e agora estou sempre atento a quem serão os próximos adversários do Braga. Agora sou mais bracarense.»

Esta quinta-feira o Sp. Braga recebe o PSG, para a segunda mão dos oitavos-de-final. Estão a chegar os adeptos franceses. Venha mais cerveja.