Paulo César

Ninguém diria que não é das primeiras opções de Jorge Jesus. Pela segunda vez titular na Liga, beneficiando da lesão do artilheiro Meyong, fez o segundo golo no campeonato. Luis Aguiar centrou e Paulo César cabeceou, tal qual como mandam as regras, de cima para baixo: festa no AXA, logo aos 8 minutos. Mas ainda antes, nem com um minuto de jogo, já havia furado a defesa do Guimarães para servir o seu assistente. Esteve em todas. Correu, batalhou, distribuiu ¿ destaque para as duas jogadas, na segunda parte, a libertar Matheus e Orlando Sá. A motivação era tanta que até deu para tentar uma bicicleta. Esteve, definitivamente, em todo o lado. Até ouvir a ovação na noite quando saiu, aos 72 minutos.

Luis Aguiar

O maestro do Braga entrou no jogo a dar música. Logo aos 10 segundos aparece sozinho na área do Guimarães para falhar o cabeceamento a uma boa jogada de Paulo César pela direita. Oito minutos volvidos, agradeceu a simpatia do colega: fugiu pela esquerda e cruzou milimetricamente para a cabeça do camisola 9: golo! Entretanto, rodou por todo o meio campo para controlar os ímpetos vimaranenses e impulsionar os bracarenses. Sofreu uma entrada aos 24 minutos que o deixou estatelado no relvado com muitas queixas. Saiu dois minutos depois, para pena do espectáculo. Mas já tinha o seu recital dado nos 3 pontos conquistados.

Vandinho

Com a devida licença de Luis Aguiar, até porque este saiu bem cedo, foi o patrão do meio campo bracarense. Conotado como os «Guerreiros do Minho», o Braga teve em Vandinho, além de capitão de equipa, o General. Seguríssimo a defender, antecipou-se a tudo e a todos, fechou as (poucas) brechas na retaguarda e ainda distribuiu jogo, como se fosse número dez. Lançou Alan aos 22 minutos, de modo fantástico, em lance que acabou a rematar à baliza de Nilson, embora para as mãos do compatriota. Fez nova abertura aos 73 minutos que os seus companheiros não aproveitaram. Rodou o jogo todo, temporizou, fez tudo o que um médio deve fazer. Excelente partida.

Nuno Assis

Perdeu, mas jogou para ganhar. O dez vimaranense até começou mal, falhando uma bola na área logo no inicio da partida. Redimiu-se com o passe rasgado para Marquinho aos 14 minutos, defendeu o meio campo à direita, à esquerda e ao centro, tapando os muitos percursos que os bracarenses traçavam (muito bem a interromper o contra-ataque vermelho aos 75 minutos). Com a bola nos pés, conduziu, mantendo a segurança mesmo em excesso de velocidade, mas os seus co-pilotos iam a dormir. A prova? A jogada perigosíssima à esquerda, em cima do intervalo, em que o seu cruzamento a dois metros da linha não encontrou nenhum pé que alterasse a trajectória da bola, para as redes.

Luciano Amaral

De lateral, na primeira parte, podemos referir a boa cobertura. Sem esquecer que tinha Alan e Paulo César a caírem-lhe permanentemente em cima. Contudo, foram as suas acções de ala que o distinguiram: rasgou a defesa bracarense logo aos dois minutos, mas efectuou um péssimo cruzamento; tentou um chapéu disparatado pouco depois, mas desmarcou muito bem Marquinho aos 16 minutos; subiu de novo, aos 36 minutos, para tirar um excelente cruzamento que nenhum colega quis e Eduardo agradeceu. Já na segunda parte foi repetindo a dose. Estranha a substituição.

Marquinho

Começou sozinho na frente, mas nunca virou a cara a uma boa disputa de bola. Fugiu à defesa, numa desmarcação à ponta de lança após passe mortal de Nuno Assis e marcou aos 14 minutos, mas partiu adiantado e a bola na baliza não contou. Pouco depois, abre na direita, parece sandwich entre defesas do Braga, mas Soares Dias mandou seguir. À meia hora de jogo, de novo uma jogada à «matador»: excelente domínio e controlo, remate como deve ser, mas estava lá ¿ Eduardo. Tentou repetir a graça mas teve sorte idêntica.