Quim

Regressou à titularidade e nas primeiras intervenções evidenciou falta de confiança. Primeiro socou uma bola para os pés de Polga, depois falhou uma saída aos pés de Liedson, valendo David Luiz a evitar o golo em cima da linha. Limpou um pouco a imagem pouco depois, ao fazer uma bela defesa a remate de João Moutinho, de fora da área. O melhor estava ainda para vir. Foi o herói no desempate por grandes penalidades e foi elevado em ombros pelos colegas.

Rúben Amorim

Quando fizer o rescaldo do jogo, Quique Flores só pode chegar a uma conclusão: Rúben Amorim é mesmo indispensável no miolo. Pela primeira vez jogou ali (se não tivermos em conta o jogo frente ao Leixões, no qual saiu lesionado) e mostrou argumentos para ali ficar. Sempre muito eficaz no desarme e a mostrar enorme tranquilidade na circulação de bola. Parecia um corpo estranho na equipa, tal a clarividência que demonstrou. O único que esteve ao seu nível, nesse aspecto, foi Katsouranis, que merece também a referência positiva. A sua substituição, após o golo, só pode ser justificada se o próprio assim tiver solicitado. Caso contrário, é uma asneira de Quique Flores. Mesmo tendo em conta que veio de lesão, o médio não se estava a mostrar inferiorizado. Bem pelo contrário.

Miguel Vítor

O jovem central já conquistou a titularidade, com todo o mérito, diga-se, mas na final da Taça da Liga mostrou mais uma vez todo o seu valor. Impecável na marcação aos avançados leoninos e na «dobra» aos colegas das laterais, nomeadamente David Luiz. No plano ofensivo também teve um momento de destaque, ao acertar na barra, quando estavam cumpridos 67 minutos.

Aimar

Quique Flores «aceitou» uma das críticas que lhe é feita habitualmente e colocou Aimar no meio-campo, mas encostado ao flanco esquerdo. O argentino procurou desequilibrar com diagonais para a zona central, e teve algum sucesso, embora a resistência física não desse para grandes viagens de ida e volta. Logo aos quatro minutos entregou uma grande oportunidade a Nuno Gomes, mas Tiago evitou o golo. Em termos defensivos sentiu problemas para controlar Pedro Silva, devido à tal falta de «pulmão». A segunda parte foi fraca, e depois ainda falhou a sua grande penalidade.

Suazo

Merece o destaque pela negativa. Mais um jogo completamente apagado, sem conseguir dar qualquer poder ofensivo à equipa. Desastrado, só conseguiu causar algum impacto com duas ou três arrancadas em velocidade, mas muito pouco mesmo para as necessidades da equipa. Na fase final do jogo pediu para sair, diminuído fisicamente, mas Quique não viu o pedido do hondurenho e tirou Reyes para lançar Cardozo.