«O F.C. Porto quis tirar o proveito desportivo do facto de poder jogar no sábado, tentando aproveitar a circunstância de poder gozar de mais um dia de descanso do que o Sporting, refugiando-se nos regulamentos mesmo quando sabia que o argumento principal invocado para a antecipação do jogo já não era válido», referiu Ribeiro Telles.

O dirigente leonino afirmou que Antero Henriques, director-geral do F.C. Porto, comunicou a Pedro Barbosa, director desportivo do Sporting, que aquela data cumpria a regra das 72 horas em relação ao jogo anterior e «alegou ainda como razão para a antecipação ter o Futebol Clube do Porto de jogar na quarta-feira seguinte para a Taça com o vencedor do jogo Guimarães - Estrela da Amadora».

Ribeiro Telles acrescenta que a postura do Sporting, se estivesse no lugar do F.C. Porto, nunca seria idêntica: «Relato estes factos para que os sportinguistas saibam que face aos Regulamentos nada podíamos fazer contra a realização do jogo no sábado e para que o público em geral conheça as verdadeiras motivações do Porto ao agir da forma como agiu. A postura do Sporting teria sido seguramente outra, com qualquer clube que fosse, desde que estivesse a representar Portugal numa competição europeia.»